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F�cil viabiliza novos neg�cios no Estado

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| Vitória Alcântara Editora de Economia Excesso de documentos, idas e vindas a vários órgãos públicos, burocracia. Argumentos utilizados por empreendedores para protelar a abertura do próprio negócio ou para sair da informalidade já não são desculpas para quem decidiu ser empresário. Foi-se o tempo em que abrir uma empresa ? seja ela micro, pequena, média ou grande ? era uma verdadeira via-crúcis. Há cinco anos funcionando em Maceió, a Central de Atendimento Empresarial (Fácil), criada justamente para agilizar o processo de abertura e legalização de empresas, colhe os frutos de uma parceria bem-sucedida entre o Sebrae/AL e mais nove órgãos essenciais para o ?nascimento? de uma nova empresa. Nesses 60 meses, de acordo com dados do Sebrae/AL, oito mil empresas foram legalizadas e cerca de nove mil atendimentos foram prestados por meio do Fácil. É uma fórmula sem muito mistério. Em um único lugar, o empreendedor se informa sobre os documentos necessários para abertura da empresa ? que com o Fácil, caiu de quase 50 para menos de 20 ?, dá entrada nos processos necessários e a partir daí pode abrir seu negócio em uma média de seis dias. Para se ter uma idéia, sem as facilidades da Central de Atendimento Empresarial, uma empresa leva de dois a três meses para ser aberta. A gerente de Políticas Públicas do Sebrae/AL, Renata Fonseca, destaca que antes de tomar qualquer providência sobre o novo negócio, o empresário deve buscar informações no Fácil. ?Às vezes achando que vai ganhar tempo, o empresário aluga logo o imóvel, faz reformas e só depois vem ao Fácil. Mas nem sempre o local que ele escolheu é o ideal. Já imaginou querer vender pólvora em um imóvel em frente à Santa Casa??, exemplifica. O empreendedor que procura a Central de Atendimento Empresarial pode obter orientação empresarial e de mercado com o Sebrae/AL. Pode, por exemplo, aprender a fazer uma pesquisa rápida sobre a viabilidade do negócio que pretende abrir. São conhecimentos que podem fazer a diferença para o futuro do empreendimento. ?Nem sempre o ponto perto de casa é a melhor opção porque já pode haver concorrência no local?, diz Renata Fonseca. ### Contador aponta gargalos em processo O contador Moab Bezerra afirma que com a Central de Atendimento Empresarial ficou mais rápida a abertura de uma empresa. Mas acredita que todo o processo poderia ser mais ágil. ?Nós pegamos a lista dos documentos necessários pela Internet, mas quando chegamos lá, alguns órgãos públicos exigem outra série de documentos?, critica. Bezerra, no entanto, reconhece os avanços obtidos com o Fácil. ?Antes, éramos obrigados a ir de repartição em repartição para abrir a empresa. Agora o Fácil engloba tudo e se o processo estiver com tudo certo, a empresa é aberta em poucos dias, neste aspecto posso dizer que houve avanço?, afirma. Bezerra queixa-se que, após a obtenção da inscrição estadual, os empresários ainda têm de esperar pela fiscalização de órgãos como Corpo de Bombeiros, SMCCU e Vigilância Sanitária, por exemplo, para iniciar suas atividades. ?Depois da empresa aberta, a gente ainda tem de correr atrás dos fiscais? A coordenadora do Fácil, Luciana Pires, esclarece que a fiscalização posterior à obtenção da inscrição estadual não inviabiliza o funcionamento da empresa. ?Isso não impede que a empresa negocie suas mercadorias?, diz. É justamente a idéia de que todo o trâmite de abertura de uma empresa é muito burocrático e dispendioso que leva muitos empreendedores a manterem-se no mercado informal. ?O informal, que trabalha sem nota, tem apenas a sensação de que cresce rápido. Mas vai chegar um momento que ele vai precisar entrar no mercado formal para trabalhar todo o seu potencial de crescimento?, argumenta a gerente de Políticas Públicas do Sebrae/AL, Renata Fonseca. Ela diz que a carga tributária e as obrigações administrativas que tanto assustam os empresários não são nem um ?monstro?. ?Há vantagens para quem é formal. Na hora de obter empréstimos, há linhas de crédito com juros especiais para o setor?, afirma. |VA ### Empresário prefere investir em comércio De acordo com dados da Central de Atendimento ao Empresário (Fácil), o comércio é campeão na preferência dos empresários alagoanos. Em cinco anos de funcionamento, o Fácil agilizou a abertura de oito mil novas empresas. Desse total, 54% foram de negócios ligados ao comércio. Os destaques são: comércio varejista de vestuário e complementos; mercearia e armazém, lanchonetes, chás, sucos e similares; minimercados e restaurantes. Em seguida vem o setor de serviços com 32% divididos em áreas como edificações; manutenção, representação e instalação de máquinas de informática; aluguel de fitas, vídeos, cartuchos e similares; atividade de agência e organização de viagem e ensino fundamental (escolas com turmas até a 4ª série). Em terceiro lugar com 9% vem a atividade mista, que inclui comércio e serviços; seguido de indústria e comércio com 2,1%; somente indústria com 1,14% e indústria, comércio e serviços, com 0,22%. A intenção do Sebrae/AL é abrir uma Central em Arapiraca no segundo semestre deste ano. E em 2007, oferecer os serviços do Fácil ao empresário que optar por encerrar as atividades de sua empresa. O Fácil reúne os serviços do Sebrae/AL, Junta Comercial, Secretaria da Fazenda do Estado, Secretaria da Receita Federal, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano, Secretaria Municipal de Finanças, Conselho Regional de Contabilidade e Banco do Brasil. |VA ### Redução de burocracia e tempo agrada empresários Quando a empresária Patrícia Florêncio, 21 anos, resolveu ajudar sua mãe, Maria das Dores, a abrir uma loja de embalagens e bombons no bairro da Levada, em Maceió, não imaginava que todo o processo pudesse estar pronto em cerca de 20 dias. Estudante de contabilidade, Patrícia decidiu encarar o desafio e procurou a Central de Atendimento ao Empresário (Fácil). ?Realmente foi muito ágil, com 15 dias estava com a firma aberta, com 21 a loja já estava funcionando?, diz a empresária que, assim como a mãe, também comercializa doces. Patrícia Florêncio conta que foi ao Sebrae se informar sobre os documentos necessários. Depois pegou os formulários necessários e deu entrada no processo. ?Nós recebemos um número de protocolo. Com esse número foi possível acompanhar o andamento do processo pela Internet. Sabia exatamente em que órgão estava o processo?, relata. No início de fevereiro, a loja Embalagens e Bombons recebia seus primeiros clientes. Conhecimentos Será que ser estudante de contabilidade ajudou Patrícia na hora de abrir a empresa? Ela acredita que não. ?Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Qualquer pessoa com o ensino médio tem condições de fazer isso. O que pode causar alguma demora são alguns erros que cometemos na hora de preencher um ou outro formulário e temos de fazer novamente. Mas aconselho a qualquer pessoa a procurar a Central, é mais rápido e fácil?. Um dos sócios do restaurante Cozinha Velha, na Jatiúca, concorda com Patrícia. Rodrigo Ferreira diz que o empresário ?poupa tempo? com o Fácil. ?É mais rápido e ágil?, diz Ferreira, que com o sócio assumiu o restaurante, manteve o nome fantasia, mas abriu uma nova empresa. |VA

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