loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Produtor teme preju�zo com barreira

Ouvir
Compartilhar

| CARLOS ROBERTS Repórter A Instrução Normativa do Governo de Pernambuco, prevista para entrar em vigor na próxima segunda-feira, dia 6, que traz restrições à entrada no Estado de animais e produtos de origem animal provenientes de regiões com risco desconhecido para a febre Aftosa, deve causar grande prejuízo aos produtores alagoanos. O ex-presidente da Federação de Agricultura do Estado de Alagoas e produtor de gado Álvaro Vasconcelos disse que o prejuízo causado pela restrição de Pernambuco é incalculável e inviabiliza qualquer rebanho. Dono de quatro mil cabeças de gado, ele revela que as ações para tornar Alagoas uma área a ser considerada pelas agências sanitárias livre da aftosa, há muito tempo vêm sendo cobradas das autoridades em diversos níveis. Erradicação da aftosa O diretor da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Ézio Lopes Lima, explica que se o Estado de Alagoas não adotar as mesmas medidas, a região, que há muito tempo possui restrições nas divisas com Sergipe e Bahia, corre o risco de ficar isolada. O superintendente explica ainda que assim como Alagoas, Piauí, Maranhão e Paraíba, o Estado de Pernambuco era uma região considerada área de risco desconhecido. Ou seja, um lugar onde não há qualquer mecanismo eficiente de controle e erradicação da aftosa. Pernambuco tomou medidas de controle como instalação da agência controladora da doença, postos de fiscalização, contratou inspetores municipais e fez campanha de vacinação. Agora é considerado área de médio risco. E precisa manter as barreiras para não ser rebaixado na escala. Isto explica o porquê da restrição ao gado e outros produtos de origem animal de Alagoas. RECURSOS FEDERAIS José Ézio disse, ainda, que no final do ano passado foi assinado um convênio com o governo de Alagoas para o repasse de R$ 1,3 milhões a serem aplicados na agropecuária e R$ 1 milhão destinado à campanha de erradicação da aftosa. Tabela A tabela de classificação das regiões que mantêm rebanhos pecuários evolui de área de risco desconhecido, risco médio, área livre com vacinação, como na maioria dos estados do sul do Brasil, e área livre sem vacinação. Neste caso, somente o Estado de Santa Catarina.

Relacionadas