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Economia mundial em ano de Copa

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UNIVERSO ONLINE A torcida alemã pode fazer coro de ?já ganhou?, mesmo faltando três meses para a bola rolar, afinal, abrigar uma Copa é um grande negócio. O Mundial de 2006 injetará cerca de 12 bilhões de dólares na Alemanha, gerando crescimento de 0,5% na economia local, forte, mas estagnada há anos. Os países visitantes também aproveitarão o evento para divulgar marcas e movimentar o consumo interno (é só pensar no boom de venda de televisões, ?com garantia até a próxima Copa). Três anos antes, as 15 empresas parceiras oficiais da Copa já estavam definidas. A Coca-Cola, uma delas, pagou cerca de 500 milhões de dólares para renovar seu patrocínio até 2014. A Fifa embolsa 1,7 bilhão de dólares com as TVs. Como gasta 700 milhões de dólares na organização da Copa, a entidade tem lucro de 1 bilhão de dólares só com a grana das TVs. Números ?Quando cheguei à Fifa, em Zurique, encontrei uma casa velha e 20 dólares de caixa. No dia em que fui embora, deixei propriedades e contratos que valem mais de 4 bilhões de dólares?. A declaração é do brasileiro João Havelange, ao deixar o comando da Fifa e avaliar um dos pilares de seus 24 anos à frente da entidade. O principal site inglês de apostas, o William Hill, deve arrecadar 186 milhões de dólares com a final da Copa de 2006. O Banco Santander gastou 100 milhões de dólares com a campanha publicitária que tem os brasileiros Cafu, Roberto Carlos, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Ronaldo. A Rede Globo pagou 450 milhões de dólares para garantir a exclusividade de transmissão das Copas de 2002 e 2006. A rede teve prejuízo em 2002, quando arcou com 210 milhões. Em 2006, negociou um abatimento de mais de 60% no valor restante a ser pago. BRASIL Em um país que depende de fatores externos para crescer, a Copa do Mundo é uma bela chance de faturar. No Brasil, o Mundial deve movimentar em torno de 1,6 bilhão de dólares, cifra 75% maior que em 2002. Na Alemanha, o Brasil investirá 10 milhões de dólares na popularização de seus produtos - empresas e governo federal dividindo os custos. Espera-se aumento de 11% nas exportações para a Alemanha, ou 195 milhões de dólares. Caldo de galinha, escola de inglês, marca de preservativo e até posto de gasolina fazem concurso estilo ?Vá à Copa?, e a CBF e os patrocinadores da seleção brasileira enchem os bolsos com cachês de amistosos. A Rússia, por exemplo, pagou 1,5 milhão de dólares pelo jogo com oBrasil, no dia 1º deste mês. Fora isso, a entidade recebe, desde 2001, 10 milhões de dólares ao ano da patrocinadora Ambev - o contrato tem duração de 18 anos. Ao jogar três partidas da fase inicial na Copa do Mundo da Alemanha, cada seleção que disputa o Mundial recebe cerca de 5 milhões de dólares. Este é o valor que um país embolsará por apenas dez dias de competição. O campeão fica com o pedaço de bolo maior da festa, levando para casa mais de 18 milhões de dólares.

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