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D�lar cai e fecha semana a R$ 2,139

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| Folhapress São Paulo Depois de uma semana bastante agitada, o dólar terminou a última sexta-feira em queda expressiva de 1,02%, a R$ 2,139. Nos últimos dias, o dólar recuou 2,15%. O temor da concretização de um cenário de altas acima do esperado nas taxas de juros de grandes economias fez com que o mercado internacional tivesse uma semana de fortes oscilações. A divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano em fevereiro ajudou a acalmar um pouco os investidores e permitiu que as Bolsas de Valores recuperassem parte das recentes perdas. A Bovespa subiu 1,59% na última sexta-feira. Mas, na semana, o resultado foi ruim. O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) caiu 5,99% no período. Das 57 ações que compõem o índice, houve apenas três altas na semana: Embraer ON (3,57%), Arcelor BR ON (1,10%) e Banco do Brasil ON (0,32%). A ação PN da Cemig foi a que mais caiu na semana (-12,41%). O cenário externo pessimista elevou o valor das taxas pagas pelos títulos do Tesouro dos EUA. O movimento levou muitos investidores a vender ativos de emergentes e migrar para esses papéis americanos. Apesar do recuo nos últimos dois dias, o dólar encerrou a semana com alta acumulada de 1,23%. Na sexta-feira, o Banco Central realizou apenas leilão para comprar dólares diretamente dos bancos. Na terça-feira, o BC avisou que não realizaria leilão de ?swap cambial reverso?, atitude mantida até o momento. Com a divulgação de dados de inflação dentro do esperado pelo mercado, as taxas de juros seguiram em queda na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Entre os contratos Depósito Interfinanceiro (DI) mais negociados na BM&F, a taxa do papel que vence na virada do ano caiu de 15,20% para 15,11%. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a redução da taxa básica da economia, a Selic, de 17,25% para 16,50% anuais - resultado dentro do projetado por boa parte do mercado financeiro. A Bolsa de Valores de São Paulo retomou o fôlego e recuperou parte das perdas acumuladas em quatro fortes recuos consecutivos. O Ibovespa registrou incremento de 1,59%, aos 36.890 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 2,011 bilhões. Para Marcelo Voss, da corretora Liquidez, os temores sobre a alta nos juros norte-americanos que contaminaram os negócios nesta semana não desaparecera de todo, mas o mercado reavaliou a amplitude de sua reação ante essa possibilidade. ?O pessimismo não tinha cabimento, o mercado exagerou. Não havia sinal de perda de liquidez?, afirma. Segundo Voss, a prova de que o temor não está completamente afastado é o fato de que os rendimentos pagos pelos títulos do governo americano subiram.

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