loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

IPCA indica que infla��o cumpre metas

Ouvir
Compartilhar

| Pedro Soares Folhapress Rio de Janeiro - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sinalizou que a inflação caminha para o centro da meta do governo para este ano: o índice ficou em 0,41% em fevereiro, acumulando variação de 5,51% em 12 meses. Essa é a menor taxa acumulada desde maio de 2004 - 5,15%. Divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA havia fechado janeiro com alta de 0,59% e a desaceleração no mês passado só não foi maior por causa da pressão sazonal do reajustes das mensalidades (5,38%). Sem o impacto dos colégios (0,21 ponto percentual), o IPCA teria caído à metade, ficando em 0,20%. Para os próximos meses, especialistas prevêem índices na faixa de 0,30%, o que assegura inflação anual de 4,5%, ponto central da meta para 2006. Há um intervalo de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Os alimentos, que representaram em fevereiro a principal contribuição negativa para a inflação, devem garantir o recuo do IPCA nos próximos meses e a convergência do índice para as metas de inflação - o que abre, em tese, espaço para maior flexibilização da política monetária. Eulina Nunes dos Santos, gerente de Índices de Preços do IBGE, disse que não existem pressões ?evidentes? para março, o que deve levar o IPCA acumulado em 12 meses a ?convergir para números menores?. ?Não há nada que indique uma taxa perto de 0,60% em março [IPCA de março de 2005, que será substituído pelo de março desde ano no cálculo de 12 meses]?, afirmou. Para Carlos Thadeu de Freitas Filho, economista do Grupo de Conjuntura da UFRJ, a ?expectativa para os próximos meses é bastante positiva?. Os dois efeitos que levaram o IPCA a recuar neste mês - retração de alimentos e demais preços livres - se manterão nas medições seguintes do índice, levando o indicador a ficar no centro da meta do BC. Sob influência da queda de preço de carne bovina e frango, os alimentos foram os principais responsáveis pelo recuo do IPCA. Caíram, em média, 0,28% em fevereiro, com impacto negativo de 0,06 ponto percentual. Em razão do menor consumo mundial por causa da gripe aviária, o frango teve queda de 5,51%. Já a carne cedeu 2,89%. Também tiveram quedas de destaque ovos (-3,31%) e legumes como cenoura (-16,51%) e tomate (-13,87%). Segundo Freitas, os preços livres, sobre os quais recaem os efeitos da política de juros altos, tiveram variação nula em fevereiro, com recuo de preços de bens duráveis, como televisões e aparelhos de som e informática, que registraram queda de 1,32%. Apesar do cenário benigno, há algumas incertezas. A principal delas é quanto à evolução do preço dos combustíveis, uma das maiores fontes de pressão do IPCA em fevereiro e cujos preços devem se acelerar em março. O álcool teve alta de 2,88% em fevereiro, menos do que os 9,87% de janeiro. Mas a expectativa é de que o combustível suba ainda mais este mês.

Relacionadas