Economia
Com pre�os baixos, frango volta a seduzir consumidores
| Rui Pizarro Globo Online Rio de Janeiro - A exemplo do que ocorreu em 1994, o frango volta a brilhar nas prateleiras dos supermercados com preços ainda mais baixos do que naquela época e promessas de muitas filas e vendas recordes. No entanto, e ao contrário do verificado no início do Plano Real, nem todos têm motivos para comemorar. O alívio para o bolso do consumidor é resultado da queda nas exportações. Com os casos de gripe aviária em mercados importantes como Ásia e Europa, os produtores brasileiros foram obrigados a direcionar para o consumidor interno, fazendo os preços despencarem para patamares que - segundo eles - estão abaixo do custo de produção - e reeditando megapromoções Uma delas foi realizada ontem, no estado Rio de Janeiro, quando o grupo Pão de Açúcar/Sendas, que reúne os supermercados Extra, Sendas, ABC CompreBem e Pão de Açúcar tinha a expectativa de vender 2 milhões de quilos da ave - o equivalente a mais de 8 milhões de refeições - em 104 lojas do Rio de Janeiro. O frango, da Sadia e tipo exportação, foi vendido a apenas R$ 0,99 o quilo. Para o diretor comercial de carnes e aves do Grupo Pão de Açúcar/Sendas, Wilson Barquilla, apesar do sucesso alcançado há 12 anos, desta vez o frango volta menos ?estrela?, mesmo ostentando um novo preço recorde. ?Naquela época, havia uma equivalência de preço: o quilo custava R$ 1 e R$ 1 era igual a US$ 1. Hoje, esse R$ 0,99 resulta de um sacrifício muito grande do fornecedor e um sacrifício nosso também. Só para se ter uma idéia, para se criar e engordar um frango, o custo hoje é de R$ 1,59. O frango vivo está sendo vendido a R$ 1, portanto o produtor está sendo sacrificado. E tudo isso só acontece por causa da gripe aviária lá fora?, explicou. O diretor acredita que os preços do frango no mercado brasileiro voltem ao normal dentro de 30 a 40 dias. De acordo com Barquilla, há cerca de 15 dias, o total de aves alojadas - em processo de engorda - era de 420 milhões, número que já caiu para 350 milhões. ?Quando chegar a 300 milhões, esse mercado se estabiliza?, diz.