Economia
Desemprego cresce 10,1% em fevereiro, diz IBGE
| JANAINA LAGE Folha Online Rio de Janeiro - A taxa de desemprego das seis principais regiões metropolitanas do País subiu para 10,1% da população economicamente ativa em fevereiro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a renda do trabalhador subiu de R$ 989,06 em janeiro para R$ 999,80 em fevereiro, uma alta de 1,1%. Segundo o IBGE, o crescimento foi motivado pelo aumento do poder de compra do trabalhador e pela entrada de mais pessoas ganhando mais no mercado de trabalho. O rendimento foi puxado pelo desempenho de São Paulo, que teve alta de 3,3%. Em janeiro, a taxa de desemprego já havia subido para 9,2% em razão do aumento na procura por trabalho no início do ano e da redução da oferta de vagas temporárias. Segundo o coordenador da pesquisa, Cimar Pereira, o resultado de fevereiro representa ?um sinal de alerta?. O crescimento do desemprego já era previsto, mas a pesquisa nunca havia captado um aumento tão significativo (de 0,9 ponto percentual) na passagem de janeiro para fevereiro. Segundo Pereira, é necessário esperar os resultados de março para definir o comportamento do mercado de trabalho neste início de ano, mas com base no histórico da pesquisa, a expectativa é de que a taxa volte a subir. O aumento da taxa de desemprego foi motivado pelo crescimento na procura por trabalho. O contingente de pessoas desocupadas cresceu 9,5% em relação a janeiro e chegou a 2,232 milhões de pessoas. Segundo o instituto, foi verificado aumento no contingente de desocupados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (13,0%), Rio de Janeiro (15,3%) e São Paulo (15,6%). Já o contingente de pessoas ocupadas ficou estável, o que representa cerca de 19,9 milhões de pessoas. Segundo Pereira, o mercado de trabalho permanece estagnado desde o segundo semestre do ano passado sob a ótica da geração de postos de trabalho. ?Desde o segundo semestre do ano passado não se assiste a geração de postos de trabalho?, disse. O desempenho do mercado de trabalho no segundo semestre de 2005 foi afetado pelo cenário econômico de juros altos, crise política e taxa de câmbio. ?O segundo semestre do ano passado teve baixo nível de ocupação e isso acaba resvalando em 2006, pelo menos no primeiro trimestre?, afirmou. O IBGE destaca, no entanto, que o resultado do mês passado representa a menor taxa já verificada em um mês de fevereiro desde o início da série histórica da pesquisa, em março de 2002. Em fevereiro de 2005, a taxa de desemprego havia sido de 10,6%. Entre as regiões, a taxa de desemprego mais elevada foi registrada em Recife (15,9%).