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Economia

Lucro de distribuidoras teve alta de 95%

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| Folhapress Rio de Janeiro A situação financeira das distribuidoras de energia elétrica melhorou em 2005, segundo estudo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) feito a partir de balanços de 17 empresas. O lucro dessas companhias subiu 95,1%, chegando a R$ 3,576 bilhões em 2005, contra R$ 1,063 bilhão em 2004. Já o faturamento cresceu 15% em relação a 2004, atingindo R$ 37 bilhões. Em 2004, a receita do conjunto das 17 empresas havia sido de R$ 32 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (chamado tecnicamente de Ebitda) subiu 16%, totalizando R$ 7,6 bilhões. Segundo o presidente da Abradee, Luiz Carlos Guimarães, apesar da melhora dos resultados, os ganhos obtidos ainda são ?insuficientes para atender às expectativas de remuneração dos investidores.? Isso porque o Ebitda de 2005 é praticamente equivalente ao de 1998 em termos reais (desconta a inflação). Para Guimarães, os bons resultados de 2005 confirmam somente uma tendência de recuperação iniciada desde 2003. O executivo espera que a melhora das finanças do setor prossiga nos próximos anos para remunerar os investimentos realizados. Foram investidos pelas distribuidoras R$ 23 bilhões de 1998 a 2005. Para justificar sua tese, Guimarães compara o rendimento de títulos do governo com o dos investimentos feitos pelas companhias, em sua maioria ex-estatais. Ele diz que, caso os recursos pagos pelas empresas nos leilões de privatização tivessem sido aplicados, por exemplo, em títulos de renda fixa remunerados pela Selic no ano de 1998, o rendimento teria sido 56% superior à correção do Índice Geral de Preços do Mercado ( IGP-M), mais do que o retorno dos investimentos feitos. Guimarães critica ainda a ?acentuada elevação dos encargos tarifários e dos impostos, confirmando tendência assinalada nos últimos anos.? Segundo Guimarães, os resultados aquém do esperado são reflexo de reajustes concedidos pela Aneel nos processos de revisão tarifária ?muito abaixo dos valores pagos pelas empresas na privatização?, também corrigindo os investimentos pelo IGP-M. Há duas semanas, o governo divulgou o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica que prevê que até 2012 todo o sistema elétrico brasileiro estará interligado. O Plano prevê ainda a construção de 60 mil novos quilômetros de linhas de transmissão no país até 2015, com investimentos de aproximadamente R$ 40 bilhões.

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