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Em ano de elei��o, super�vit cai 29%

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| Ana Paula Ribeiro Folhapress Brasília - O superávit do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) no acumulado do ano ficou em R$ 7,446 bilhões, o equivalente a 2,33% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado neste ano de eleição representa uma queda de 29% na comparação com o mesmo período de 2005 (R$ 10,482 bilhões). A meta para o superávit primário do governo central, Estados, municípios e empresas estatais alcança 4,25% do PIB. Segundo nota divulgada ontem pelo Tesouro Nacional, a queda no resultado deve-se, em parte, às despesas com precatórios (dívidas judiciais) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS ) no valor de R$ 1,5 bilhão e ao crescimento dos gastos com seguro-desemprego e Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). O Tesouro contribuiu para o resultado acumulado do ano com um superávit de R$ 14,725 bilhões e o BC com apenas R$ 5,7 milhões. Juntos, esses saldos foram mais do que suficientes para compensar o déficit da Previdência, de R$ 7,284 bilhões. O superávit do governo central no mês passado foi de R$ 3,478 bilhões, resultado 12,3% menor que o registrado em janeiro, quando o resultado ficou positivo em R$ 3,968 bilhões. O superávit do Tesouro foi de R$ 5,897 bilhões e o do Banco Central, de R$ 21,9 milhões. Já o déficit da Previdência foi de R$ 2,44 bilhões. O principal motivo para o desempenho menos favorável no mês passado foi a queda de 21,7% na receita bruta, para R$ 29,5 bilhões.

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