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Nº 5730
Economia

Amorim tenta destravar rodada da OMC

| Folhapress Rio de Janeiro No primeiro dia de reuniões para tentar destravar a rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC), o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) preferiu ressaltar o desinteresse da União Européia num acordo com Me

Por | Edição do dia 02/04/2006 - Matéria atualizada em 02/04/2006 às 00h00

| Folhapress Rio de Janeiro No primeiro dia de reuniões para tentar destravar a rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC), o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) preferiu ressaltar o desinteresse da União Européia num acordo com Mercosul, dizendo que o comissário de Comércio do bloco, Peter Mandelson, “confessou que não estava muito concentrado’’ nas negociações com o Mercosul. Reunido na última sexta-feira no Rio com Mandelson, Amorim disse, no entanto, que houve um avanço - discreto, já que não foram feitas ofertas formais, mas apenas “aventadas hipóteses’’ do que poderia ser colocado na mesa de negociação. O ministro também manteve encontros bilaterais com o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, e com o secretário de Comércio dos EUA, Rob Portman. Ele evitou, porém, falar da Rodada Doha. No sábado, as reuniões trataram especificamente da rodada, em conjunto com os quatro representantes comerciais. Sobre a negociação paralela com a UE, Amorim disse que o Brasil e seus parceiros “se propuseram a fazer um reality check’’, que no jargão diplomático significa checar quais as reais possibilidades de negociação. “Vamos ver o que é possível dentro das coisas que eles [UE] desejam.’’ Neste mês, o Mercosul propôs reduzir tarifas do setor automotivo e abrir mercados para serviços financeiros e tarifas. Queria da UE, em troca, cotas para a venda de carnes e álcool, além de abertura total por dez anos para produtos agrícolas processados. Mas Mandelson jogou um balde de água fria nessas intenções, ao dizer que a prioridade da UE era negociar a rodada de Doha. Indagado sobre as declarações de Mandelson ao jornal “Valor Econômico’’ de que a ida de Guido Mantega para o Ministério da Fazenda poderia atrapalhar as negociações, pois o novo ministro descarta uma redução substancial nas tarifas de importação de produtos industriais, Amorim foi irônico: “Ele fez isso? Não posso crer. Não é possível. Ele nem conhece Guido Mantega.’’ Amorim disse ainda ter reiterado ao comissário europeu “que a posição do Brasil nesse ponto’’ já havia sido definida e que não há alteração. Na sexta-feira passada, cerca de 60 manifestantes de movimentos sociais se concentraram em frente ao Copacabana Palace. Representantes do MST, MRST, Contag e outros entregaram carta a Amorim na qual pedem o fim das negociações no âmbito da OMC, que destruiria 2 milhões de empregos no Brasil.

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