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Nº 5729
Economia

Ceal fecha 2005 com lucro de R$ 12,5 mi

| FÁTIMA ALMEIDA Repórter A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) superou em 32,7% a meta de redução de perdas estabelecidas pela Eletrobrás para o exercício de 2005, que foi de 44.649 mWh/ano. Isso significou uma baixa de 59.246,1 mWh/ano nas perdas q

Por | Edição do dia 05/04/2006 - Matéria atualizada em 05/04/2006 às 00h00

| FÁTIMA ALMEIDA Repórter A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) superou em 32,7% a meta de redução de perdas estabelecidas pela Eletrobrás para o exercício de 2005, que foi de 44.649 mWh/ano. Isso significou uma baixa de 59.246,1 mWh/ano nas perdas que a empresa vinha sofrendo. A empresa saiu de um ciclo de prejuízo líquido médio de R$ 56,1 milhões negativos ao ano, registrado entre 2001 e 2003, reduzindo para R$ 13,4 milhões negativos em 2004, e fechando 2005 no azul, com um lucro líquido de 12,5 milhões. Nesse período, o patrimônio líquido da companhia cresceu de R$ 107,1 milhões em 2001, para R$ 250,2 milhões em 2005. Mesmo assim, a Ceal terminou o ano com um estoque de inadimplência superior a R$ 151 milhões, dos quais R$ 54,5 milhões de débitos atrasados, acumulados por 57 grandes consumidores (setores da indústria, comércio e poder público), protegidos por liminares da Justiça. Os outros 96,7 milhões começaram a ser negociados no primeiro trimestre deste ano, entre a companhia e os consumidores inadimplentes, que resultaram em parcelamentos dos débitos, mas o índice de redução ainda não foi apurado. Os números foram divulgados ontem, durante entrevista coletiva do presidente da Ceal, Joaquim Brito. Segundo ele, a companhia deixa de arrecadar cerca de R$ 5 milhões por mês, por causa da inadimplência que, acumulada com as ligações clandestinas, chega a uma frustração de receita na ordem dos R$ 12 milhões mensais. “Isso é um problema gravíssimo, porque pagamos impostos sobre valores que não recebemos. No caso dos inadimplentes e clandestinos sem liminares, estamos avançando em negociação e conseguimos reduzir o débito de forma substancial. O fechamento do trimestre vai mostrar isso. Mas em relação aos que têm liminar, só nos resta o remédio jurídico de recorrer nos prazos. Infelizmente, o Tribunal de Justiça não tem julgado favoravelmente à Ceal”, diz Joaquim Brito. Mesmo com essas situações, segundo presidente da Ceal, a empresa vem conseguindo dobrar os investimentos em subestações, linhas de transmissão, alimentadores e outros equipamentos para garantir o fornecimento contínuo de energia elétrica. De acordo com os números por ele apresentados, em 2004 esses investimentos foram de R$ 29,6 milhões, dobrando para R$ 58,5 milhões em 2005. A previsão para 2006 é de R$ 107,7 milhões. Alagoas ainda tem cerca de 31 mil domicílios sem energia elétrica, embora, segundo Joaquim Brito, o programa Luz para Todos, do governo federal, tenha eletrificado mais de 17 mil unidades consumidoras, só em 2005, beneficiando mais de 80 mil pessoas. A previsão para Alagoas é de eletrificar 53.500 domicílios. Para 2006 estão previstos investimentos na ordem de R$ 63,8 milhões, para eletrificar 15 mil residências, sendo duas mil em assentamentos rurais. O presidente da Ceal também anunciou para este ano a contratação de mais 150 pessoas entre os aprovados no concurso do ano passado. Já foram chamados, até agora, segundo Brito, 60 concursados.

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