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Alg�s diz que n�o faltar� combust�vel no Estado

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| CARLA SERQUEIRA Repórter Por mais que digam não haver riscos para Alagoas, a chamada crise do gás, na Bolívia, tem deixado muitos de orelha em pé por aqui. A Petrobras explica que não vai faltar gás natural no Estado, mas admite a possibilidade de mais um aumento no preço do combustível. O setor de conversão automotiva já sofre redução de 40% nas vendas de kits em Maceió. Os taxistas estão preocupados e descrentes das promessas do governo federal, enquanto a direção da Algás, empresa distribuidora do produto em Alagoas, acredita serem passageiros os desentendimentos entre o Brasil e seu país vizinho. ?É muito movimento para pouca coisa?, considerou Carlos Romeu Paes Leme, diretor administrativo e financeiro da Algás. ?O fornecimento de gás não será alterado em Alagoas. Já o preço, depende da política da Petrobras. Se houver aumento no País, em Alagoas ocorrerá reajuste, sim?, explicou o grente do Ativo da Petrobras no Estado, Samuel Guimarães Santos. ### Conversão automotiva cai 40% com crise O alagoano Fernando Magalhães é engenheiro mecânico e dono de uma empresa de conversão há seis anos. Suas vendas caíram 40% depois que a Bolívia anunciou a nacionalização do gás. Ele explica que o setor de combustíveis sofre influências diretas da política nacional e, no Brasil, a situação não é tão confortável por causa da instabilidade econômica. ?O mercado oscila em função das condições do País?. Mas, mesmo assim, ele se diz otimista diante dos reflexos da crise. ?O mercado de gás natural veicular cresce, em média, 25% ao ano. Só que as especulações penalizam as vendas?. CS ### Taxistas criticam a política nacional de preço do GNV Insatisfeitos, os taxistas de Maceió, profissionais com cerca de 95% de adesão ao gás natural veicular, dizem temer o que vem pela frente, passada a crise do gás na Bolívia. A Gazeta de Alagoas conversou com um grupo deles e descobriu que a maioria não vê mais grandes vantagens no negócio. ?Em 2001, o gás custava menos de R$ 0,50, o litro; hoje já se aproxima de R$ 1,50?, afirma Girleno Sobral, 50 anos, que desde 1990 trabalha com o combustível. Ele morava em São Paulo, onde já havia a oferta de GNV. ?O gás daqui está mais caro que o gás do Rio de Janeiro e de São Paulo. Lá, eles estão cobrando R$ 0,99, o litro?, revela. CS ### Produção de AL é maior que demanda Para Carlos Romeu Paes Leme, diretor administrativo e financeiro da Algás, empresa distribuidora de gás natural em Alagoas, o impasse entre o Brasil e a Bolívia ?é muito movimento para pouca coisa?, diz ele, evitando usar o termo ?crise?. Na sede da distribuidora, hoje instalada no imponente prédio onde funcionou o Colégio Saint Germain, no bairro Gruta de Lourdes, Carlos Romeu explicou porque não vê riscos para Alagoas com os problemas enfrentados pela Petrobras no país vizinho. CS ### Falta de gás natural inviabiliza negócios Quem também se mostrou tranqüilo com a crise do gás na Bolívia foi o secretário da Célula de Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Arnóbio Cavalcante. Ele acredita que a crise do gás na Bolívia não vai alterar os planos da Petrobras em terras alagoanas. ?Estamos negociando para haver uma ampliação de nossas reservas. Da produção na UPGN [Unidade de Processamento de Gás Natural] de Pilar, ficamos com 15% e os demais 85% são exportados para a Bahia e Pernambuco. Estamos querendo que este gás fique aqui?, revela, ao dizer que a falta de gás inviabiliza investimentos no Estado. CS ///

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