Economia
Produ��o de milho n�o atende demanda
MARCOS RODRIGUES Repórter O milho é o pricipal ingrediente dos pratos típicos dos festejos juninos. Mas, em relação a sua produção, a cultura ainda não ocupa lugar de destaque na balança comercial alagoana. Os números não deixam dúvida que a produção do Estado não atende, sequer, a necessidade real de consumo. Dados da Secretaria Estadual de Agricultura e do Instituto Brasileiro de Pesquisas Geográficas e Estatísticas (IBGE) demonstram que Alagoas teve sua melhor safra em 2001, quando atingiu 100 mil toneladas produzidas. Ainda assim ficou abaixo da necessidade de consumo que é de 250 mil toneladas. ### Variações do milho são estudadas em Alagoas Enquanto a soja já tem pesquisa própria sobre o seu comportamento ao clima do Estado, o milho é fruto de pesquisa há 23 anos na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Na Unidade Acadêmica Centro de Ciências Agrárias (Ceca), pelo menos quatro grupos pesquisam variedades adaptadas às condições climáticas do Estado. Essa, inclusive, é uma crítica do diretor do curso de Agronomia, professor Dr. Paulo Wanderlei. ### Pesquisadores buscam aperfeiçoamento do milho As pesquisas acontecem em duas vertentes. Uma busca identificar como melhorar o desenvolvimento das plantas e sua resistência a pragas. A outra identifica como auxiliar no fortalecimento a partir de nutrientes naturais a vitalidade do milho. Isso só é possível porque o curso de Agronomia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) possui mais professores com pós-graduação. Ao todo são 32 doutores e outros 17 mestres. ### Feijão também é pesquisado em Alagoas Uma outra pesquisa importante que está em andamento é desenvolvida pelo professor Mauro Wagner, doutor pela Universidade de Piracicaba (SP), no Centro de Energia Nuclear. Ele observa o comportamento da planta a partir do acúmulo de matéria orgânica seca. ?Essa matéria orgânica é obtida por leguminosas, no nosso caso o feijão, que cresce em sistema de consórcio?, explica Mauro. Na primeira etapa da pesquisa de campo, ele já conseguiu produzir sementes resultantes desse processo. Agora elas já foram replantadas e, nos próximos meses, será possível identificar o crescimento. ///