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Economia

Ruim para o bolso, bom para a pesquisa

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Quando se fala em florescência, qualquer profissional que atua no setor sucroalcooleiro sabe que o prejuízo é certo. Mas nem todos lamentam o fenômeno. Há até um seleto grupo, por estranho que pareça ao produtor que sofre a perda comercial, que literalmente vibra com a ocorrência do flechamento. Os técnicos do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA), mantido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em parceria com o setor sucroalcooleiro, estão literalmente eufóricos com o fenômeno. É que a intensificação do flechamento favorece as pesquisas realizadas na Serra do Ouro, em Murici ? uma área de 15 hectares onde são desenvolvidas novas variedades de cana-de-açúcar. ?No nosso caso, o florescimento é benéfico. Ele permite que as pesquisas sejam aceleradas e que possamos oferecer novas variedades ao mercado?, revela o pesquisador Geraldo Veríssimo, coordenador do PMGCA. A pesquisa de novas variedades é feita a partir do cruzamento entre diferentes variedades de cana-de-açúcar, o que só é possível quando a planta floresce. Com o flechamento mais intenso, os pesquisadores estão tendo a oportunidade de cruzar um número maior de variedades de plantas. ?Algumas que nunca tinham florescido antes, flecharam este ano. Para a pesquisa, é um ponto posito?, avalia Veríssimo.

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