Economia
Aumento custou R$ 250 bi desde 1994
| Fernando Dantas Agência Estado O custo para o setor público dos aumentos reais do salário mínimo desde o início do Plano Real foi de R$ 250 bilhões, ou 12,1% do PIB de R$ 2,2 trilhões estimado para 2006. A relação entre a dívida pública e o PIB ? a maior vulnerabilidade macroeconômica atual ? seria hoje de 37,9%, e não de 50%, se não houvessem sido concedidos aumentos reais ao mínimo desde dezembro de 1994. Isto significaria uma percepção de risco-Brasil por parte dos investidores muito menor e juros mais baixos. O cálculo está em um trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e mostra como a política de aumentos reais do salário mínimo é uma das principais causas da atual fragilidade fiscal do País. ### Falta de crescimento é que desequilibra | Marcelo Rehder Agência Estado O desequilíbrio fiscal do Estado se deve muito mais ao crescimento pífio da economia que ao aumento real do salário mínimo. A afirmação é do economista Cláudio Dedecca, professor e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (Cesit), da Universidade de Campinas (Unicamp), e um dos maiores especialistas em salário mínimo no País. De acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional, citados pelo economista, os gastos da Previdência Social cresceram de 6% para 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos 10 anos, período em que a economia cresceu a uma taxa média inferior a 2,5%. ///