Economia
Alagoas precisa diversificar para crescer
Niviane Rodrigues Repórter Enquanto estados nordestinos como a Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe se consolidam como pólos exportadores de produtos agrícolas, Alagoas ainda caminha a passos lentos. Graças a uma política de diversificação voltada para os investimentos em tecnologia, incentivo à produção e substituição das importações pelas exportações, nossos conterrâneos vêem crescer desde a década de 1980 as vendas tanto para o exterior quanto para outras regiões brasileiras. Fruticultura irrigada, laticínios, pescados são alguns itens que impulsionam o desenvolvimento econômico nesses centros de exportação. ### Hortaliças consumidas no Estado vêm de Arapiraca Um exemplo de como o produtor rural ainda caminha a passos lentos e segue uma política agrária limitada pela falta de organização, incentivos e de tecnologia, vem do município de Arapiraca, onde pequenos agricultores tentam sobreviver à crise do setor fumageiro e substituem esta cultura pela produção de hortifrutis. ### Classificação de aftosa inibe pecuária alagoana Um passo largo visando às exportações vem sendo dado pelo engenheiro agrônomo Mário Calheiros de Lima. Em seu apiário, no bucólico povoado de Goiabeira, no distrito de Fernão Velho, ele produz vinho e vinagre de mel para uso culinário e homeopático. Os produtos são exclusivos, não existem em nenhuma outra parte do País. ### Piscicultura produz abaixo do potencial Quinze municípios alagoanos integram os Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Piscicultura com a criação em cativeiro de tilápia. De Coruripe, no Litoral Sul, a Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, o peixe surge como fonte de renda e alternativa econômica principalmente para pescadores atingidos pela redução no pescado provocada pela barragem de Xingó e o extrativismo. ### Falta ação política para acabar barreira fitossanitária O secretário executivo de Agricultura, Kléber Torres, reconhece que o agronegócio em Alagoas ainda tem muito a avançar. Um dos entraves, na opinião dele, é a barreira fitossanitária para a comercialização do rebanho de Alagoas. Com um plantel de 1,2 milhão, o Estado continua na zona de risco desconhecido de aftosa, apesar de ter alcançado 80% do índice de cobertura vacinal do rebanho na última campanha. Este, segundo o secretário, é o critério exigido pelo Ministério da Agricultura para que os estados possam melhorar suas classificações quanto à aftosa e comercializarem livremente seus rebanhos. ///