Economia
Seguro-desemprego injeta R$ 47,4 mi
PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia O pagamento do seguro-desemprego em Alagoas totalizou R$ 47,4 milhões no período entre janeiro e junho deste ano. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em relação ao primeiro semestre de 2002, o incremento registrado nos primeiros seis meses deste ano foi de 55,8%. Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, o incremento registrado foi de 5%, tendo em vista que o montante repassado aos trabalhadores sem emprego na ocasião somou R$ 45,3 milhões. Esses aumentos observados nos últimos cinco anos (ver tabela) se deve ao reajuste do salário mínimo. De 2002 para cá o pamatar mínimo de remuneração no Brasil subiu de R$ 200 para R$ 350 ? um incremento nominal de 42%. ### AL tem a maior variação de desemprego do País Alagoas registrou déficit de 27,9 mil empregos no primeiros semestre deste ano. É o que informa o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Nos seis primeiros meses do ano, foram realizadas 33.769 contratações no mercado formal de trabalho, contra 61.763 demissões, gerando um saldo negativo formado por exatos 27.994 trabalhadores sem emprego. ### AL foi líder do desemprego por 5 anos O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), instituição vinculada ao Ministério do Planejamento, vai lançar em agosto o segundo livro da série Brasil ? o estado de uma nação, publicado ano passado. Este ano, o tema estudado pelo Ipea foi o Mercado de Trabalho do Brasil. Segundo o levantamento do Instituto, no período de 1995 a 2004, a região Nordeste foi a terceira do país em crescimento das taxas de emprego ? a média de crescimento da região foi de 35%, enquanto a variação nacional foi de 28%. ### ?Flexibilização de legislação trabalhista é o caminho? Para o economista do Ipea, Paulo Tafner, a geração de empregos formais não apenas em Alagoas, mas em todo País, depende mais da flexibilização das leis trabalhistas do que do crescimento econômico. Segundo ele, a medida traria muito mais impacto ao mercado de trabalho do que a promoção do crescimento como crê o senso comum. ///