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A��car e �lcool v�o faturar R$ 2,5 bi

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Uma safra repleta de boas novas. Mais uma vez, o setor sucroalcooleiro alagoano é favorecido por fatores internos e externos, que interferirão positivamente tanto nos seus desempenhos agrícolas como financeiros. No mercado doméstico, a venda de carros flex fuel estão consolidadas ? já representam 76% da comercialização de veículos novos no País, segundo dados de maio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ? e a safra de cana-de-açúcar 2006/2007 será a melhor da história brasileira. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados na última quinta-feira (dia 31) serão colhidas 471,2 milhões de toneladas de cana no País, representando um incremento de 9,2% em relação a safra 2005/2006. No mercado externo, a demanda por álcool anidro é crescente e veio para ficar, graças às sucessivas altas na cotação do barril de petróleo. Além disso, os preços internacionais do açúcar e do álcool devem ficar em média 25% mais elevados dos que os praticados ano passado. ### | PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia Em meados de julho, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar/AL) anunciou que a produção de cana-de-açúcar do Estado na safra 2006/2007 teria incremento de 10% em relação a de 2005/2006. O período de corte de cana começou esta semana no Estado com a expectativa de colher 26 milhões de toneladas, que servirão de matéria-prima para a produção de 3 milhões de toneladas de açúcar e mais 613,8 mil metros cúbicos de álcool. Na safra 2005/2006, os produtores alagoanos colheram 22,5 milhões de toneladas de cana e beneficiaram 2,1 milhões de toneladas de açúcar e 546,04 mil metros cúbicos de álcool. Houve na época uma diminuição no volume de produção de cana por causa da seca, compensada pela alta produtividade industrial do setor sucroalcooleiro. ### Preço do álcool deve aumentar no Brasil Além de despontar no mercado mundial de comodities, o álcool ainda tem a vantagem de manter os preços do açúcar em alta. A lógica é a seguinte: como a maioria das unidades produtoras do Estado são ao mesmo tempo usinas e destilarias, elas podem aumentar a produção tanto de açúcar como de álcool em função dos preços mais atrativos. Por isso, quando um dos produtos está com o preço alto acaba por interferir positivamente na cotação do outro, que também registra alta. Segundo o empresário José Carlos Maranhão, a demanda mundial de açúcar cresce devagar, em uma média de 3% por ano. ### Álcool anidro mantém preços em alta no exterior Este ano, a grande novidade no mercado internacional de commodities, que teve impacto positivo nos negócios do setor sucroalcooleiro brasileiro e alagoano, foram as exportações de álcool anidro para os Estados Unidos. Embora a produção de milho (matéria-prima do álcool combustível americano) cresça mais no segundo semestre do ano, o que deve diminuir um pouco os volumes dos embarques brasileiros, essa demanda deve se manter a longo prazo. ///

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