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“O milagre do crescimento n�o vai ocorrer em 2006”

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Patrycia Monteiro Editora de economia Nascido em São Paulo, o economista Livio Lavagetti está há quase um ano radicado em Maceió, desde que assumiu o comando da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac). Para ele a adaptação ao estilo de vida alagoano não tem sido um grande desafio. É sem nenhuma saudade que ele deixou para trás os intermináveis congestionamentos do trânsito da capital paulista, hoje substituídos por boas caminhadas na orla de Maceió. Contudo, o espírito compenetrado do paulista continua firme. Em breve, o economista, com doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP) vai lançar um livro sobre política monetária brasileira. Em uma de suas raras pausas, Lavagetti recebeu a Gazeta para analisar as questões macroeconômicas do País e se mostrou um crítico mordaz da atualidade. *** G - Qual é a influência da taxa de juros na economia do País? Ela é necessária para se manter a inflação brasileira sob controle? Livio Lavagetti ? O Plano Real quebrou a tradição de se controlar a inflação por meio de controles de preços e câmaras setoriais, e privilegiou como instrumentos centrais a taxa de juros, acompanhada de controles sobre a expansão monetária, e a taxa de câmbio. Na época, a novidade residia na combinação desses instrumentos. A elevação da taxa de juros sempre teve a função clássica de atuar na atividade econômica, sendo elevada quando se desejava controlar a expansão econômica e sua influência sobre o nível de preços, ou rebaixada quando se desejava expandir o nível de atividade. Ao lado de uma taxa de juros mais elevada, com o intuito de arrefecer a inflação, estabeleceu-se uma taxa de câmbio fixa, e sobrevalorizada à época de lançamento do Real. O câmbio valorizado tem como efeito o barateamento das importações. E esse era o grande efeito psicológico e efetivo sobre os reajustes de preços domésticos, na medida em que forçou-os ao ajuste com os preços internacionais. Ou seja, se o fabricante doméstico insistisse em reajustar seus preços acima da inflação, sofreria a concorrência dos produtos importados, favorecidos pelo câmbio sobrevalorizado. ### QUEM É Nome: Livio Lavagetti Idade: 51 anos Cargo: Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas do Cesmac Formação: Economista, Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo Hobbies: Caminhadas ///

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