Economia
AL perde R$ 24,7 mi do Bolsa Fam�lia
| PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia O número de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza caiu de 27,26%, em 2003, para 25,08%, segundo o estudo Miséria em Queda, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, lançado no fim do ano passado. Desde então, muito se têm discutido no País sobre o impacto dos programas federais de transferência de renda na redução da miséria nacional. Reacendendo o debate, na última semana o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgou um boletim indicando que o Bolsa Família é mais eficaz no combate à pobreza do que o aumento do salário mínimo. ### Para governo federal não há ?metas? municipais Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), não existe uma ?meta? por município, mas, sim, uma meta nacional de cobertura do Bolsa Família, de 11,1 milhões de famílias, calculada com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Aos municípios e Estados cabem uma ?estimativa?. O número de beneficiários do programa é calculado tendo como base uma estimativa de famílias pobres, no perfil de renda familiar mensal definido pelo programa, elaborada a partir de dados da Pnad e do Censo Demográfico. Essa estimativa é considerada como um parâmetro para a concessão de benefícios, mas não é definida como ?cota? de cobertura para os municípios. ### Prefeituras alegam falta de estrutura Alguns municípios alagoanos conseguiram não apenas cadastrar o número total de famílias, estimado pelas estatísticas oficiais do Bolsa Família, como também ultrapassaram os números inicialmente estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O crescimento populacional explica esse aumento no nível de atendimento previsto. Entre os municípios que ultrapassaram o índice de 100% no cadastro de famílias pobres estão São Miguel dos Milagres, Barra de São Miguel, Coruripe, Marechal Deodoro, Carneiro, Barra de Santo Antônio, Jacaré dos Homens, Pão de Açúcar, Maragogi e Messias. ///