Economia
FMI defende spread banc�rio brasileiro
| Rolf Kuntz Agência Estado Cingapura ? Os bancos brasileiros, que cobram os maiores spreads do mundo ? a diferença entre o que eles pagam e o que recebem pelo dinheiro emprestado ? ganharam um defensor de peso no Fundo Monetário Internacional (FMI). Charles Collyns, diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas do FMI, disse neste fim de semana, que os amplos spreads cobrados no Brasil, em parte refletem o ?extenso crédito dirigido? e as grandes reservas sem remuneração. Essas reservas são os depósitos compulsórios que os bancos são obrigados a manter no Banco Central (BC). Isso é exatamente o que tem dito o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Márcio Cypriano. ### Gastos públicos preocupam Fundo A economia brasileira continuará a crescer menos do que a economia global e da América Latina este ano até o ano que vem, diz o FMI Segundo Collyns, o Brasil tem feito muito para crescer de maneira sustentada, implementando a responsabilidade fiscal e o controle da inflação O Fundo Monetário Internacional (FMI) manifestou preocupação com o aumento dos gastos públicos do Brasil e disse que eles precisam ser mais direcionados à área social e de infra-estrutura. ### Emergentes querem mais espaço no FMI O Brasil tentará evitar que as economias mais fortes ganhem mais poder em conseqüência da redistribuição de cotas e de votos no Fundo Monetário Internacional (FMI). A mudança poderá produzir esse efeito paradoxal, aumentando a influência dos Estados Unidos, da Alemanha e do Japão, dependendo da fórmula que for sacramentada. Impedir esse resultado será politicamente complicado porque a maioria dos pobres tenderá a seguir o voto dos mais poderosos. ///