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Economia

Ensino superior explode em Alagoas

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Patrycia Monteiro Editora de Economia ?O trabalho qualificado implica, de certo modo, um elemento de capital. Pois, a educação e a formação exigem recursos?, escreveu o economista holandês, Jan Tinbergen, no seu livro ?Técnicas Modernas da Política Econômica?. E de fato, se por um lado a educação pode promover a ascensão social, do outro ela exige investimentos contínuos. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC) existem 231 cursos de nível superior em Alagoas. Contudo, das 26 instituições de ensino superior existentes, 18 fazem parte da iniciativa privada. O número de vagas nas faculdades públicas estaduais e federais é reduzido. ### Faculdades buscam gestão profissional para crescer Com a expansão do mercado brasileiro de ensino superior nos anos 90, houve um boom no número de alunos matriculados e um exagerado crescimento na oferta de vagas nas instituições privadas, gerando um esgotamento. Atualmente, para manter a sustentabilidade do negócio, inúmeras faculdades estão profissionalizando a gestão, eliminando cursos que dão pouco retorno financeiro, reorganizando suas estruturas financeiras, buscando posicionamento e credibilidade no mercado. ### Grupo de DF quis comprar faculdade de AL Neste cenário efervescente, em Alagoas já se observa algumas movimentações de mercado. A Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (Fama) é uma das instituições de ensino do Estado que recebeu proposta de compra. ?Já fomos sondados por um grupo de Brasília?, confessa José Luitgard Moura de Figueiredo, diretor da Fama. Segundo ele, a proposta foi tentadora, tendo em vista que o potencial de crescimento da instituição cresceria vertiginosamente. ### Faculdade investe R$ 45 mi em campus A chegada de instituições de ensino para Maceió, vindas de outros Estados, e até do interior, é outro reflexo da expansão do ensino superior em Alagoas. Este ano, a Universidade Tiradentes (Unit), de Sergipe, iniciou suas atividades no Estado com o nome de Faculdade Integrada Tiradentes (Fits). Na capital alagoana, o grupo se instalou no Shopping Iguatemi e abriu processo seletivo para 300 vagas no primeiro vestibular. Contudo, apenas 144 delas foram preenchidas. No Estado vizinho, a instituição tem um peso semelhante ao do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) em Alagoas. ### Evasão e inadimplência prejudicam sustentabilidade Se por um lado há demanda e espaço para todas as instituições de ensino, do outro há dois aspectos que inibem uma expansão ainda maior dos negócios do ensino superior: a evasão e a inadimplência. Pela lei, as faculdades não podem negar a prestação de seus serviços para os alunos que não estão em dia com o pagamento das mensalidades. Além disso, as instituições estão impedidas legalmente de se negar a dar a transferência dos alunos. Por isso, o índice de inadimplência é grande no mercado. ### Prouni não avança, apesar de expansão Apesar da expansão do ensino superior em Alagoas e da inadimplência que mina a rentabilidade dos negócios das faculdades, o Programa Universidade Para Todos (Prouni) não avançou no Estado. O programa, criado pela MP nº 213 de 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, entrou em vigor no ano passado e já beneficiou 250 mil estudantes universitários em todo País, registrou seu pior resultado na região Nordeste em Alagoas. ### Faculdades não aderiram ao programa Segundo levantamento realizado pela Gazeta, boa parte das instituições alagoanas de ensino superior do não aderiram ao Programa Universidade para Todos (Prouni) por falta de informação ou por ainda estarem analisando o desenvolvimento dele para participar. Um das poucas que conta com alunos bolsistas do Prouni é a Faculdade de Alagoas (Fal). ?Aqui eles foram super bem-vindos?, destaca a diretora da instituição Delza Gitaí. ?Estamos pensando em ampliar a oferta de bolsas. Mas, de qualquer forma, por ter a contrapartida de isenção tributária cada insttiuição tem seu teto no número de alunos?, explica. ///

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