Economia
Ferrovia d� preju�zo de R$ 50 mil por dia
ROBERTO VILANOVA A Companhia Ferroviária do Nordeste ? CFN ? acumula o prejuízo de 50 mil reais por dia, com a paralisação do transporte de cargas em Alagoas. Considerando que o trem de carga não circula desde maio de 2000, a CFN, que arrematou a extinta Rede Ferroviária do Nordeste, precisa de, no mínimo, 100 milhões de reais para recolocar o trem na linha. A paralisação do tráfego ferroviário em Alagoas ? a única linha que permanece ativa chega até Rio Largo - se deve às chuvas e às enchentes de rios, verificadas no começo de 2000 e que provocaram o desabamento de pontes, deslizamentos de barreiras e avarias na linha. Os trechos mais prejudicados ficam exatamente na divisa ferroviária com Pernambuco, em Quipapá, e sobre o Rio Mundaú, que liga Rio Largo a Atalaia e, conseqüentemente, ao sul do País por ferrovia. Negativa A direção da CFN em Alagoas não sabe informar quando o tráfego de carga será restabelecido, porque depende da negociação que a empresa está mantendo com o governo federal. ?A CFN está pleiteando do governo federal a ajuda que é devida à empresa. Não estamos pedindo dinheiro de graça?, disse o gerente comercial da CFN, Key Garrido, quando da sua visita a Maceió, no primeiro semestre deste ano. Mas o que a CFN tem recebido é a negativa por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ? BNDES ? a quem pleiteia a liberação de 100 milhões de reais. A CFN chegou a tentar uma parceria com o governo de Alagoas, mas não resultou em nada ? o BNDES continua irredutível, afirmando que no contrato de privatização se exigia a recuperação da linha férrea. A direção da CFN contesta, alegando que os problemas foram gerados pela tragédia das chuvas, e garante que a empresa estava cumprindo com as obrigações assumidas no contrato. ?Fomos surpreendidos, esta é que é a verdade. Foi uma tragédia?, garantiu.