Economia
Em meio a tens�o, d�lar e risco-Brasil disparam

O dólar comercial teve, ontem, a maior alta em um único dia desde 21 de setembro de 2001 e bateu novo recorde do ano, encerrando as negociações cotado para venda por R$ 2,597 (compra a R$ 2,594) pela taxa do Banco Central, uma alta de 2,36%. O valor do fechamento desta terça é o maior dos desde 6 de novembro, quando chegou a R$ 2,610. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,46%, a terceira seguida. O C-bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, fechou em baixa de 3,87%, caindo para 71,38% do valor de face. A tensão no mercado foi desencadeada pela alteração de regras para os fundos de investimento, anunciada na quarta-feira passada pelo governo. ?Isso afetou o mercado de títulos e causa esse nervosismo no mercado de câmbio. Na dúvida, os investidores correm para comprar dólar?, disse o diretor de Tesouraria do Banco Fator, Sérgio Machado. Com o nervosismo do mercado, a taxa de risco do Brasil disparou na tarde desta terça-feira, chegando a 1.064 pontos básicos, alta de 6,3% em relação à taxa de segunda, em que o risco do país atingiu 1.001 pontos, o pior nível desde novembro do ano passado. O risco-país é medido pelo EMBI (Emerging Markets Bonds Index), índice do banco J.P. Morgan apurado com base nos títulos dos países emergentes. A taxa de risco é o principal termômetro para medir a desconfiança dos investidores estrangeiros com relação a um país.