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Risco-Brasil bate novo recorde no ano e fecha em alta de 5,6%

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O risco de investir no Brasil bateu, ontem, novo recorde, um dia após o rebaixamento de perspectiva para os bônus da dívida soberana do País feito pela agência americana de classificação Moody?s. Medido pelo JP Morgan, que na segunda rebaixou a Bovespa, o risco-Brasil terminou o dia em 1.132 pontos, alta de 5,60% em relação ao fechamento de ontem (1.072 pontos). É o maior nível desde o dia 5 de novembro do ano passado (1.139 pontos). Desde a última segunda, o indicador está acima da barreira psicológica de mil pontos. Nesse ritmo de alta, o risco-Brasil ameaça ultrapassar o do Equador, o terceiro maior no ranking dos países emergentes, que está com 1.239 pontos, atrás da Nigéria (1.299) e Argentina (6.037). A disparada do risco-Brasil reflete a desconfiança dos bancos estrangeiros em relação à capacidade do Brasil de honrar sua dívida. Um risco-país de 1.127 pontos indica que o mercado exige 11,27 pontos percentuais a mais de juros dos papéis brasileiros do que pagam os títulos dos Estados Unidos, considerados de risco zero. A Moody?s rebaixou - de positiva para estável - a perspectiva para os bônus brasileiros, três meses depois de ter sinalizado que poderia melhorar a nota (rating) do País. Resultado: os títulos brasileiros desabaram no exterior, em continuidade a um movimento verificado nos últimos dias. O C-Bond, o mais negociado, perdeu 2,09% do seu valor, vendido a US$ 0,7018. Quando o governo brasileiro cortou os juros em fevereiro, a cotação do C-Bond era superior a US$ 0,80. O Global Bond 30 anos caiu 2,84%, a US$ 0,77. O Global Bond 40 anos recuou 2,47%, a US$ 0,690 Os mercados continuaram pressionados, ontem, apesar de intervenções e declarações do governo para tentar acalmar os investidores, que nos últimos dias vêm provocando uma onda de venda de ativos brasileiros.

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