Economia
Nacional � liquidado extrajudicialmente
| Bernardo de la Peña e Sergio Fadul Agência O Globo Após mais de dez anos, começam finalmente a ser desatados os nós para que o Banco Central (BC) encerre a liquidação extrajudicial do Banco Nacional, protagonista de um dos maiores escândalos do sistema financeiro do país. Sem fazer alarde, a família Magalhães Pinto, antiga controladora do Nacional, e o Unibanco, que assumiu a rede e a clientela da instituição, fecharam um acordo para pôr fim à guerra que vinham travando nos tribunais. Os Magalhães Pinto se comprometeram a retirar as ações que moviam na Justiça contra o Unibanco e o BC. ### BC sai sem prejuízo na negociação Sob a ótica do BC, o fim do impasse jurídico também é positivo. Na avaliação de seus técnicos, o acordo põe na mesa as condições para se levantar a liquidação. A principal é que o BC atinja seu objetivo inicial: ficar integralmente com os títulos dados em garantia pelo Nacional ao empréstimo do Proer para cobrir o rombo de mais de R$ 8 bilhões que deixou quando fechou as portas. Isso permitirá ao BC sair do Nacional sem um centavo de prejuízo, recuperando o dinheiro público usado na operação. ### Família e BC divergem nos cálculos Bernardo de la Peña Sergio Fadu Patrícia Duarte Agência O Globo Toda a contabilidade envolvida na liquidação e nos embates jurídicos em torno do Nacional envolve bilhões de reais. E, dependendo do ângulo de que é vista, põe os Magalhães Pinto e o BC alternando um crédito ou uma dívida bilionária. Em garantia ao Proer, o Nacional foi obrigado a comprar e entregar ao BC títulos do Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS) que vencem em 2027. Pelo valor de face, estes títulos estão avaliados em R$ 22 bilhões. ///