Economia
Novos hot�is v�o incrementar turismo
Niviane Rodrigues Repórter Um salto para a consolidação de Alagoas como principal destino turístico do Nordeste. É nisso que apostam lideranças do setor no Estado para os próximos três anos. A perspectiva não surge por acaso. Após a explosão de investimentos em Estados como a Bahia e Rio Grande do Norte, pequenos e grandes investidores nacionais e internacionais voltam os olhos agora para Alagoas, cujo prognóstico é de receber mais de R$ 100 milhões até 2009 em novos empreendimentos hoteleiros e, embora não divulgados, os números podem ser ainda maiores. A capital, Maceió, concentrará a maior parte dos investimentos, feitos principalmente por empreendedores locais. ### Movimento no aeroporto é considerado termômetro Há alguns anos o empresário Carlos Gatto largou o que poderia ser uma promissora carreira de médico para se dedicar ao setor de hotelaria. A aposta deu certo. Filho de donos de hotéis, ele não se arrependeu da decisão e acaba de inaugurar seu terceiro empreendimento, um quatro estrelas no ?coração? da orla de Jatiúca, de frente para o mar. O hotel custou em torno de R$ 8 milhões, sendo R$ 2 milhões financiados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), levou 18 meses para ser construído e apesar do pouco tempo de funcionamento ? um mês e meio ? o empresário diz que os resultados são positivos. ### Resorts consolidam 2º pólo turístico | Severino Carvalho Repórter Maragogi ? Agraciado com belezas naturais de encher os olhos e com um processo de profissionalização do turismo em curso, Maragogi reluz no extremo Litoral Norte de Alagoas e atrai investimentos em hotelaria, inclusive estrangeiros. Construído numa área de 100 mil metros quadrados, na bela Praia de Ponta do Mangue, o Miramar Maragogi Resort já é uma realidade: começa a operar no próximo dia 20. O empreendimento é de um grupo português. Do além-mar também vem a intenção de erigir no segundo pólo turístico de Alagoas o Resort e Spa Simoa, orçado em R$ 40 milhões. ### Empresário reclama de burocracia Em meio à euforia do mercado hoteleiro em Maragogi, uma notícia preocupa: com investimento estrangeiro da ordem de R$ 40 milhões e perspectiva de gerar 400 postos de trabalho diretos, o Resort & Spa Simoa pode deixar Maragogi e se instalar fora de Alagoas. Segundo o administrador do negócio, o português Gonçalo Vieira, a lentidão na aprovação dos projetos por parte do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) não deixa o projeto sair do papel. O órgão alega que, após emissão da licença prévia, um novo projeto foi apresentado e que precisa ser reavaliado. ### Miramar começa a funcionar este mês Maragogi ? Aguardado com expectativa, o Miramar Maragogi Resort abre suas portas no próximo dia 20, com 190 confortáveis apartamentos e tarifas especiais (soft open). A inauguração oficial está prevista para março de 2007, quando todas as 310 unidades habitacionais estarão disponíveis. No ápice do funcionamento, o empreendimento vai gerar cerca de 350 empregos diretos. Levantado numa área de 100 mil metros quadrados, o hotel emprega em sua construção mais de 250 operários, a maioria de Maragogi, no Litoral Norte. ### Salinas do Maragogi prepara expansão O Resort Salinas do Maragogi prepara para 2007 seu plano de expansão. O empreendimento vai ganhar mais 50 apartamentos, perfazendo 255 unidades habitacionais. Pioneiro, o hotel representa para Maragogi o que foi o Jatiúca para Maceió, um divisor de águas, um marco na hotelaria da região. O grupo está ampliando a atuação e constrói em Maceió, no bairro de Ipioca, um resort com 150 quartos. Existem ainda projetos para implantação de um flat/hotel na Ponta Verde e a compra de uma unidade hoteleira em Campos do Jordão (SP). ### Temporada deve ter aumento de 15% Uma temporada de bons negócios e de crescimento para o turismo de Alagoas, com um incremento de pelo menos 15% no número de visitantes em relação a 2005 é o que esperam empresários e o trade para a alta estação de 2006, que se inicia no próximo dia 15, seguindo até o carnaval. As previsões só não são mais otimistas porque o setor esbarrou em fatores de certa forma imprevistos, como a greve dos controladores de vôo, logo após o acidente com o avião da Gol, e o período de chuva de junho e julho. NR ///