Economia
Alagoas perde corrida para o Nordeste
| PATRYCIA MONTEIRO Editora de Economia A 23 dias da posse, o futuro governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) reuniu em Maceió, na semana passada, importantes organismos internacionais de fomento, para discutir os indicadores sociais do Estado. Participaram do encontro representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (Bird) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), para discutir possíveis apoios e parcerias, no sentido de combater a desigualdade e a pobreza no Estado. No balanço final da visita, nada de verbas para investimentos, mas promessas de apoio técnico e de infra-estrutura para tocar projetos do governo. ### Educação de AL fica abaixo da média do NE e do País Segundo André Urani, o Estado também se encontra na lanterna do País no que diz respeito à taxa de analfabetismo infantil, à defasagem escolar média e à porcentagem de crianças de 10 a 14 anos com mais de dois anos de atraso escolar. ?As taxas brutas e líquidas de matrícula no ensino médio e no ensino superior são muito inferiores às registradas no conjunto do País e até na região Nordeste?, aponta o economista carioca. ### Pobreza: AL tem o menor progresso Para o economista André Urani, o mercado de trabalho alagoano parece ser particularmente vulnerável a choques. ?As oscilações da taxa de desemprego e da renda real média do trabalho principal resultam, de fato, ser bastante superiores às registradas no País?, descreve. ?Tomando-se o período 1992-2005 como um todo, porém, há de se registrar que não houve um aumento da taxa de desemprego no Estado, ao contrário do que se deu no resto do País. Hoje, a taxa de Alagoas é menor que a média nacional. A desigualdade de renda em Alagoas é atualmente equivalente à verificada no conjunto do País?, diz Urani. ### Infra-estrutura evolui lentamente em AL Alagoas tem tido uma evolução aquém da registrada pelo conjunto do País também no que se refere à infra-estrutura. É o que afirma o economista, André Urani, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com base nos índices recolhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Urani indica que, em muitos casos, o Estado ocupa a lanterna nacional, como acontece, por exemplo, no que se refere ao esgotamento sanitário e à água canalizada. ///