Economia
Empresariado espera por dias melhores
| Patrycia Monteiro Editora de Economia O Distrito Industrial Luiz Cavalcante voltou à cena política na última semana. Durante a posse do novo secretário do Planejamento, Sérgio Moreira, no dia 2, o novo titular da pasta do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, afirmou que a prioridade de sua gestão é a recuperação dos distritos industriais do Estado, visando a atração de novos investimentos. Na ocasião, Gomes citou o núcleo empresarial localizado no Tabuleiro do Martins como um exemplo de distrito que precisa de recursos para recuperação da infra-estrutura, mas também como um reduto de insatisfação e desmotivação da classe empresarial alagoana. ### Obra da macrodrenagem ainda está sob suspeita Para urbanizar as principais vias do Distrito Industrial Luiz Cavalcante nem é necessário se investir uma fábula. Segundo Gilvan Leite, presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial (Adedi), com base em um orçamento realizado pelos próprios empresários do pólo, bastariam ser aplicados R$ 500 mil. Esses recursos seriam destinados à limpeza do distrito, à pavimentação de suas principais vias de acesso (incluindo escoamento pluvial e calçamento) e à construção de uma ciclovia que iria da Avenida Durval de Góes Monteiro até o pólo empresarial. ?Hoje 70% da mão-de-obra do Distrito Industrial se desloca de bicicleta até o trabalho?, destaca. ### Empresários dão exemplo ao governo Mas, engana-se quem imagina que os empresários do Distrito Industrial Luiz Cavalcante vivem apenas de queixumes e à espera da boa vontade governamental. Longe disso, com criatividade e iniciativa, o grupo está superando suas dificuldades e até dando exemplo de como deveria se comportar o poder público local. Recentemente, o industrial alagoano, Wellington Pessoa Veiga, dono da Ultraplast e da Replast, ambas fábricas de produtos de plástico, decidiu criar um negócio diferente. ### Adedi faz pesquisa sobre invasores Além da ociosidade e do uso ineficiente das áreas que deveriam estar reservadas para a atração de novas empresas no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, há ainda 450 famílias em situação de risco social indevidamente instaladas em áreas industriais e inclusive áreas verdes do pólo empresarial. Recentemente, a Adedi realizou um levantamento para identificar o perfil socio-econômico dessas famílias a fim de apontar alternativas para futuras desocupações. ///