Economia
Inadimpl�ncia de im�veis da Caixa cai para 20%
FÁBIA ASSUMPÇÃO O índice de inadimplência entre os mutuários da Caixa Econômica Federal, com prestações da casa própria em atraso há mais de 90 dias, caiu de 33% para cerca de 20% em Alagoas. O gerente geral da Caixa em Alagoas, William Wagner Ferreira, atribui a redução do índice de inadimplência entre os mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) como reflexo do tratamento mais rigoroso que está sendo dado aos que atrasam o pagamento das prestações do financiamento da casa própria. A Caixa detém hoje dois tipos de mutuários: os com contratos antes de 97, que passaram a ser administrados por uma empresa gestora, a Engesa, e os que têm contrato após esse período. ?Os com contratos depois de 97 não têm hoje tanta flexibilidade de negociação, por isso não vai se tornar a massa viciada dos contratos antes desse período, que ficaram acostumados a não pagar as prestações em dia, devido aos vários tipos de facilidades que eram oferecidas para renegociação da dívida?, comentou William. Ele afirma, ainda, que os contratos a partir de 96 vêm registrando uma queda anualmente do valor da prestação, o que não justificaria aos mutuários ficarem inadimplentes. O gerente da Caixa explica que hoje a execução extra-oficial dos mutuários é feita de forma rápida e se concretiza em apenas quatro meses. ?Antes a execução só acontecia depois do terceiro mês de atraso, agora com um mês de atraso o mutuário já começa a ser executado e em quatro meses o imóvel é retomado?. Quando o mutuário chega nessa situação, a única possibilidade de não perder o imóvel é o pagamento do valor do imóvel à vista. Segundo ele, essa ação rápida da Caixa para retomada dos imóveis está fazendo com que muitos mutuários evitem ficarem inadimplentes. ?Em janeiro, tínhamos uma média de 10 retomadas por semana?, observa William. ?Hoje, fazemos apenas três por mês?. Algumas ações de retomada de imóveis são feitas com apoio da Polícia Federal. Mesmo assim, William reconhece que a Caixa ainda enfrenta problemas para acabar com as invasões. Vilão Ele admite ainda que o Plano de Equivalência Salarial foi um dos grandes vilões para que alguns mutuários enfrentem hoje dificuldades para quitar no fim do financiamento o saldo devedor do imóvel, sempre muito acima do valor de mercado. ?Quando não há correção na prestação do imóvel, conseqüentemente o saldo devedor vai aumentar?. William ressalta que, atualmente, da forma como os financiamentos estão sendo processados, a probabilidade de haver resíduos no fim do financiamento é bem menor. ?E mesmo que haja resíduos, o valor será bem menor do que no Plano de Equivalência Salarial?. Segundo William, no caso de Programa de Arrendamento Residencial (PAR) o índice de inadimplência é bem menor. O maior índice de inadimplência no programa se concentra no município de Arapiraca, que está em mais de 15%. ?No contrato que o mutuário assina está bem claro que a partir da terceira prestação em atraso o imóvel será retomado?. As prestações do PAR, programa voltado para pessoas com renda familiar até seis salários mínimos, a prestação varia entre R$ 130,00 a R$ 145,00.