Economia
S�o Miguel tem a maior produ��o de petr�leo
O município de São Miguel dos Campos é o Texas Caeté, produzindo mais da metade do petróleo e gás natural em Alagoas, em apenas três poços. Ao todo, são oito poços, contando-se apenas com a exploração em terra ? a Plataforma Continental foi desativada. Os poços, com a respectiva produção (os números são estimados pela média da produção na década de 1980), são os seguintes: 1) São Miguel dos Campos I, com a produção superior a 100 metros cúbicos de gás por dia e 300 barris de petróleo/dia; 2) São Miguel dos Campos II, com mais de 400 mil metros cúbicos de gás por dia e mais de 50 barris de petróleo/dia; 3) Furado, com 500 metros cúbicos de gás por dia e três mil barris de petróleo/dia; 4) Tabuleiro do Martins, onde está localizado um dos poços mais antigos do País, em operação, com a produção superior a 50 mil metros cúbicos de gás por dia e quase mil barris de petróleo/dia; 5) Pilar, com a maior produção individual de gás natural e reserva estimada em 13 bilhões de metros cúbicos, com produção superior a 500 mil metros cúbicos/dia e 1,5 mil barris de petróleo/dia; 6) Fazenda Pau-Brasil (Pilar), com mais de três mil metros cúbicos de gás por dia e mais de 100 barris de petróleo/dia; 7) Jequiá, com mais de mil metros cúbicos de gás por dia e mais de 50 barris de petróleo/dia; 8) Coqueiro Seco, com a produção de dez mil metros cúbicos de gás por dia e 200 barris de petróleo/dia. Tabu Mas os números da produção de petróleo e gás em Alagoas parecem tabu. É que, através do quantitativo, se calcula o valor dos royalties que o Estado, por falta de controle, não sabe se o valor estipulado está correto. Este foi outro problema detectado pelo vice-governador, Geraldo Sampaio, que desabafou estarrecido: ?Alagoas não sabe sequer se o que estão lhe pagando é correto. Isso é um absurdo. Não quero duvidar de ninguém, mas eu preferia que o Estado acompanhasse esses cálculos para saber se não estamos sendo enganados?. A dificuldade em se obter os números oficiais levou o vice-governador a propor a auditagem, por empresa independente, para se medir a capacidade exata de produção do Estado. ?É preciso um fiscal perto da torneira?, sugeriu Sampaio.