Economia
Risco-Brasil j� � o 3� maior do mundo e d�lar volta a disparar
O Brasil ultrapassou o Equador, que declarou moratória em 2000, e assumiu a terceira posição no ranking de risco-país, atrás apenas da Argentina e da Nigéria. O índice subiu ontem 4,94% e atingiu os 1.274 pontos, contra 1.266 do Equador. O risco-país é medido pelo índice Embi+ do JP Morgan e calcula, em centésimos de pontos percentuais, a diferença entre os juros pagos pelos títulos brasileiros e pelos do Tesouro dos EUA, virtualmente de risco zero. Em outras palavras, o risco mede a possibilidade de um país ?dar calote? em sua dívida. Um risco-país de 1.274 pontos indica que os investidores exigem dos papéis brasileiros taxa de juros 12,74 pontos percentuais maiores que as pagas pelos títulos da dívida norte-americana. Como parte dessa dívida está indexada ao dólar, quanto mais alta a cotação da moeda no Brasil, maior será o valor da dívida brasileira em reais e mais difícil será saldá-la. Por isso, também a alta do dólar impulsiona o risco-país. Dólar O estresse no mercado de câmbio se agravou nesta quarta-feira, e o dólar atingiu um patamar próximo de seu recorde histórico de R$ 2,80. O dólar comercial encerrou o dia vendido por R$ 2,796 (compra a R$ 2,794) pela taxa do Banco Central, alta de 3,1% em relação ao fechamento da terça. Antes desse valor, o maior nível que o dólar havia atingido em relação ao real num fechamento foi R$ 2,80 para venda, no dia 21 de setembro do ano passado, em meio ao nervosismo no mercado internacional nos dias que se sucederam após os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos. Aquele valor era o maior desde que o Plano Real foi implantado, em 1994. O Banco Central vendeu apenas parcialmente um lote de contratos de swap cambial nesta quarta, numa operação que dava início à rolagem de cerca de R$ 5,9 bilhões em títulos indexados ao câmbio.