Economia
Governo explica rombo de R$ 400 mi
| Patrycia Monteiro Editora de Economia Aos poucos, a opinião pública vai juntando as peças do Balanço Geral do Estado de Alagoas e vai descobrindo enfim como foi o desempenho das finanças do Estado no ano passado. Até 15 de abril, a gestão atual da Secretaria da Fazenda (Sefaz) vai publicar no Diário Oficial e também na Internet informações que vão eliminar as dúvidas que persistem sobre a gestão orçamentária alagoana em 2006 ? ano, cujo desempenho causou a desavença entre os aliados de campanha Ronaldo Lessa (ex-governador) e Teotônio Vilela (governador eleito). ### Folha e restos a pagar somavam R$ 233 milhões No último dia do ano havia na conta única do Estado um montante de R$ 13,5 milhões. Desse montante R$ 5 milhões eram recursos a serem transferidos para os poderes Legislativo e Judiciário e o restante, R$ 8,5 milhões eram a parcela do Poder Executivo. Mas, longe de representar dinheiro em caixa, esse dinheiro seria insuficiente para honrar débitos pendentes da gestão Lessa-Abilio, segundo Maurício Toledo, subsecretário da Fazenda. ### Ex-secretário admite parte do rombo Somando todos os valores pendentes, as dívidas totalizaram R$ 447,3 milhões até 31 de dezembro. Contudo, abatendo o saldo de R$ 8,5 milhões disponível na conta única do Estado chega-se a R$ 438,8 milhões. Descontando ainda o saldo financeiro das contas de convênios (verba do governo federal para um fim específico) e mais receita dos órgãos da administração indireta, o déficit total ficou em R$ 387,9 milhões, segundo o subscretário da Fazenda, Maurício Toledo. ### Os R$ 85 milhões da dívida não vão virar receita Maurício Toledo, subsecretário da Fazenda, esclarece que a diferença residual do pagamento da dívida do Estado, mencionada por Sérgio Dória, que soma R$ 85 milhões, não vai se reverter nunca em dinheiro para os cofres públicos estaduais. ?Em 2005, quando o percentual descontado da Receita do Estado iria subir de 15% para 22%, o governo entrou com um ação na Justiça para manter os 15%. Contudo, para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é como se Alagoas estivesse se mantendo inadimplente em seu débito total com a União. Se vamos continuar pagando 15%, a Justiça ainda vai decidir e torcemos por isso ? tendo em vista a situação crítica financeira do Estado?, afirma Toledo. ///