Economia
D�lar fecha a R$ 2,708 e risco-Brasil cai 4,5%
O mercado financeiro chegou ao final dos negócios com uma única certeza: os próximos dias vão mostrar o potencial das medidas anunciadas ontem para conter a volatilidade. De fato, o anúncio foi positivo no sentido de acalmar o nervosismo dos investidores. A resposta mais imediata veio dos setores que apresentaram maior volatilidade nos últimos dias - dólar e risco-Brasil. No final dos negócios a moeda norte-americana era vendida a R$ 2,708, com desvalorização de 3,29%. Para alguns especialistas, o ritmo e a magnitude de ?devolução? da alta do dólar, verificada nos últimos dias, vão traduzir o grau de aprovação do mercado para o conjunto de ações anunciado hoje. O risco-Brasil medido pelo J.P. Morgan chegou ao início da noite com recuo de 4,55%, aos 1.237 pontos básicos. Alguns especialistas elogiaram as medidas, ressaltando a confiança do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos fundamentos da economia brasileira. A maior prova desta confiança, segundo alguns economistas, foi a flexibilização do piso das reservas internacionais líqüidas, de US$ 20 bilhões para R$ 15 bilhões, já que os cerca de US$ 10 bilhões já estavam assegurados pelo cumprimento das metas acordadas. O Banco Central (BC) passou a ter um adicional de US$ 5 bilhões para intervir no mercado de câmbio, mas deixou de explicar como essas intervenções seriam feitas. Armínio Fraga disse apenas que isso deve acontecer nos momentos em que a autoridade monetária julgar necessário. Esse ponto frustrou parte do mercado que aguardava pelo anúncio de venda diária de dólares, a exemplo do que aconteceu no segundo semestre do ano passado. Outra frustração foi em relação aos instrumentos para enxugar a liquidez do sistema financeiro. Enquanto o mercado esperava por aumento da alíquota do compulsório, o BC acenou com leilões de papéis compromissados. ?Na prática, o mercado só ficou sabendo que o BC aumentou seu poder de intervenção?, disse um analista.