Consumo
Movimento para a compra de material escolar ainda é discreto em Maceió
Consumidores de Maceió se mostram cautelosos e preferem pesquisar os preços antes de decidir comprar
O ano novo chegou e com o fim das férias escolares se aproxima o início de mais um período letivo. Pais e responsáveis pelos alunos já circulam nas papelarias de Maceió com as listas de material escolar nas mãos em busca das melhores ofertas. Os comerciantes estimam uma alta de 5% nas vendas este ano.
Papelarias, livrarias, mercados, supermercados, hipermercados e lojas de departamento aumentaram seus estoques e aguardam os consumidores que buscam preço e qualidade, porém o movimento, avaliam os lojistas, ainda é reduzido.
Wilker Costa, gerente de uma papelaria no centro de Maceió, justifica o movimento abaixo do esperado pelo fato de que os consumidores estão pagando as dívidas contraídas com as compras de fim de ano.
"Esperamos que o fluxo aumente, pois esse é o momento de maior faturamento do setor. A expectativa é de um volume de vendas superior ao registrado no ano passado, diante de uma concorrência cada vez mais acirrada entre as lojas", disse.
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Eduardo Ferreira Barbosa é proprietário de uma papelaria no centro de Maceió e prevê uma maior movimentação dos clientes somente no final do mês. "Depois de 15 de janeiro é que as vendas devem crescer. Estou esperando um aumento de 5% no movimento em relação ao ano passado. Estamos preparados, contratamos mais seis funcionários para atender à demanda e reforçamos o estoque. Se tudo der certo, chegaremos a esse resultado", disse.
Para a dona de casa Quitéria Rocha, mãe de dois filhos em idade escolar, a melhor alternativa nesse momento é buscar, quanto antes, a compra dos itens da lista de material, e isso exige tempo e paciência para pesquisar onde estão os melhores preços.
"Faço parte de um grupo de mães onde os filhos estudam na mesma escola, alguns na mesma turma. Por isso, qualquer informação sobre preços e promoções de material escolar são compartilhadas no grupo. Isso acaba permitindo fazer as compras de alguns artigos em quantidade e com o melhor preço possível", disse.
O economista Jarpa Aramis recomenda que, mesmo diante de uma grande variação de preços entre os itens das listas escolares, é preciso cautela nas compras escolares. "Tivemos um reajuste no salário mínimo, mas isso ainda não é suficiente para garantir folga na condição de compra dos consumidores, muitos vão pagar as dívidas contraídas na virada do ano. Artigos escolares não são baratos e é importante que o consumidor vá bater perna na rua, pesquise, avalie e, se puder, antecipe suas compras. Jamais deixe para a última hora e fique atento às promoções do comércio", orienta.
Para a dona de casa Maria Rosa Cavalcanti, mãe de Maria Alice, de 7 anos, a compra do material escolar começa antes do fim do ano. Segundo ela, deixar as compras para a última hora custa mais caro. "Procurei fazer logo algumas compras para evitar lugares cheios e preços mais altos”, diz.