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Economia

Preço dos imóveis residenciais em Maceió tem a maior alta do País

O aumento aferido na capital alagoana foi de 16%, enquanto o percentual nacional foi de 5,13%, segundo o Índice FipeZap

Por Hebert Borges | Edição do dia 11/01/2024 - Matéria atualizada em 11/01/2024 às 04h00

Maceió registrou a maior alta de preços de imóveis residenciais do Brasil em 2023, de acordo com o Índice FipeZap, divulgado nessa terça-feira (9), e que acompanha os preços dos imóveis residenciais para venda anunciados na internet em 50 cidades, incluindo 16 capitais. O aumento aferido na capital alagoana foi de 16%, enquanto o percentual nacional foi de 5,13%. No mesmo período, a inflação foi de 4,45%.

O menor índice de aumento dos preços de imóveis residenciais em 2023 foi registrado no Rio de Janeiro, 1,42%. O metro quadrado mais caro entre as 16 capitais acompanhadas pela pesquisa foi encontrado em Vitória, onde custa R$ 10.877, contra média nacional de R$ R$ 8.720 . O metro quadrado em Maceió ficou em R$ 8.240, o 12° mais caro do país.

Os imóveis de um quarto foram os que mais se valorizaram, com alta de 5,52% no ano, contra 4,82% de casas e apartamentos maiores.

Analisado apenas o mês de dezembro, Maceió teve o 6° maior aumento de preços do Brasil, com avanço de 0,49%. Ainda assim, acima da média nacional para o mês, que foi 0,29%, e da inflação de 0,40%.

Em relação aos bairros, o metro quadrado mais caro de Maceió está no bairro de Pajuçara (R$ 9.617), conhecido pela praia que lhe dá nome.

Já o maior aumento foi registrado no bairro de Serraria, na parte alta da cidade, que viu o preço do metro quadrado saltar 34,2% e chegar a R$ 4.201. Ponta Verde (R$ 9.272) e Jatiúca (R$ 9.207) completam o ranking do metro quadrado mais caro da cidade. Este dois últimos, assim como Pajuçara, recebem o nome da praia que os margeia.

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado de Alagoas (Ademi-AL), Marcelo Saldanha, avalia que Alagoas parece ser a “bola da vez” se falando em destino turístico no Brasil. “Cada vez mais divulgado nacionalmente, o destino Alagoas tem atraído cada vez mais turistas e investidores, que procuram um estado seguro, com excelente custo de vida e cheio de atrativos naturais, tanto pra investimento como também pra segunda moradia”, conta.

Por isso, Saldanha diz que Maceió desponta como a capital de maior alta de preços por conta da alta procura desse público e do público local que enxerga na locação por temporada como uma opção segura de investimento. “Aliado a isso, Alagoas teve o maior crescimento do PIB entre os estados do Nordeste. Esse aumento de divisas promove naturalmente um aumento de preços por conta da alta demanda interna gerada pela melhoria da economia local”, acrescenta.

Em novembro do ano passado, a Gazeta noticiou a evolução do preço dos imóveis em Maceió no período em que milhares de famílias de cinco bairros precisaram sair de suas casas por causa do afundamento do solo causado pela exploração de Salgema realizada pela petroquímica multinacional Brasil.

A reportagem mostrou que, em cinco anos – entre novembro de 2019 e novembro de 2023 –, o preço do metro quadrado residencial vendido em Maceió aumentou 74,6%, de acordo com o índice FipeZap. O valor saltou de R$ 4.696 para R$ 8.200.

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