Economia
Pacote fracassa: risco-Brasil e d�lar sobem
O pacote anunciado pelo governo para tentar conter a turbulência no mercado financeiro foi eficiente apenas por um dia. Na quinta-feira, o conjunto de medidas conseguiu baixar o dólar e o risco-Brasil. Mas ontem, esses indicadores voltaram a subir, num sinal de que o nervosismo se mantém. Ontem, a intervenção do Banco Central no mercado cambial não evitou a alta de 0,18% da moeda norte-americana e a queda de 2,20% da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O risco-país, medida da confiança do investidor estrangeiro na economia brasileira, subiu 6,3% para 1.315 pontos, novamente colocando o Brasil na terceira posição do ranking mundial, acima do Equador. A moeda começou o dia vendida a R$ 2,766. O BC ainda anunciou o aumento do compulsório sobre depósitos a prazo de 10% para 15% -uma medida para diminuir a liquidez dos bancos e evitar especulações com o dólar e que era esperada para ontem. Mesmo assim, as cotações continuaram altas. Diante da disparada, o BC logo começou a agir. Segundo o banco JP Morgan, a autoridade monetária teria intervido no mercado à vista vendendo US$ 25 milhões aos ?dealers? (instituições credenciadas pelo BC). No final da tarde, o BC confirmou que fez intervenção. O valor da operação, no entanto, não foi confirmado pelo BC e só será divulgado na próxima quarta-feira, dia 19, quando serão conhecidos os dados das reservas internacionais da terça-feira. Essa foi a primeira vez desde o final de dezembro do ano passado -quando o BC ainda adotava o esquema de ?ração diária? (vendas diárias de US$ 50 milhões ao mercado)- que a instituição faz uma atuação direta no mercado.