Economia
Artesanato de Alagoas n�o conquista espa�o no exterior
FERNANDA MEDEIROS Cestaria em palha de coqueiro, de Coruripe e Marituba do Peixe (Penedo); rendas dos mais variados tipos (filé, labirinto, rendendê, irlandesa, bilro, renascença), do Pontal da Barra, Ilha do Ferro (Penedo) e Marechal Deodoro; retalhos e produtos em bambu, de Cajueiro; cestaria em palha de taboa (tipo de cana), de Feliz Deserto; tecelagem, de Delmiro Gouveia; cisal e bordados em boa-noite, de São Sebastião e Entre Montes (Piranhas); móveis em vime, de Major Isidoro; e as já famosas sandálias de vaqueiro, denominadas ?xô boi?, de Batalha. A diversidade de produtos do artesanato alagoano é grande e talvez fosse necessário mais espaço para citar todos eles, pois há produtos para todos os gostos. O setor movimenta inúmeras comunidades e os produtos podem ser mostrados pelo Brasil e mundo afora. Porém, ainda é muito pouco, pensam os artesãos, pois o apoio não chega como deveria e os artesãos apelam para o poder público, no sentido de divulgar o que de mais belo existe em termos de artesanato no Estado. Porém, nem tudo está perdido. Várias ações já foram de-senvolvidas em nível de Estado, com o objetivo de mostrar ao resto do País e ao mundo o que produzem os artesãos da Terrinha. O Sebrae, por exemplo, promoveu em agosto do ano passado a II Rodada Brasileira de Artesanato, no Hotel Jatiúca, que movimentou mais de R$ 3 milhões em comercialização de produtos artesanais fabricados em diversas partes do País. Desse total, R$ 260 mil foram comercializados por artesãos alagoanos. ?Foram realizadas vendas a compradores do Brasil e de todas as partes do mundo?, explicou o gerente da unidade de apoio à comercialização do órgão, Eligius Thoen. Segundo ele, ainda não há uma estimativa sobre a exportação do artesanato alagoano para fora do Brasil. Exportação ?O que podemos dizer é que estamos tentando encontrar compradores potenciais para o artesanato de Alagoas. Estamos, inclusive, preparando o artesão para isso, ou seja, para enfrentar um campo maior para a comercialização?, disse. Justamente alcançar um bom patamar em relação às exportações é o que todo artesão sonha. No Pontal da Barra, os ?artistas do artesanato? lamentam o fato de os produtos que fabricam só serem levados para fora do País quando os turistas aparecem por aquelas bandas. ?Eles (turistas) vêm aqui ? americanos, argentinos ? e compram de tudo. Ficam encantados e levam nosso artesanato para seus países. É aí que os produtos são exibidos fora do Brasil?, explica a presidente da Cooperativa Mista de Artesanato do Pontal, Lenice dos Santos de Moraes. Segundo ela, a cooperativa foi fundada recentemente, há cerca de um mês, com o objetivo de divulgar os produtos fabricados pela comunidade. Recebe o apoio da Trikem e é composta por um grupo de 25 pessoas, entre costureiras e ?filezeiras? (as mulheres que fazem a renda em filé). ?Gostaríamos que o Poder Público nos desse mais apoio. O Pontal e seus artesãos precisam de uma maior atenção. O bairro tem que ser um bairro-modelo, pelo potencial turístico e de artesanato que possui. Tem de ser melhor estruturado, ficar mais bonito, para que o turista volte sempre para comprar os nossos produtos, conhecer o que temos de mais belo em termos de artesanato. Um potencial de causar inveja a muita gente?, opinou.