loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Economista explica os motivos da mudan�a

Ouvir
Compartilhar

Na opinião da economista Tereza Kelly Carneiro (foto), a situação dos cortes das despesas com produtos como eletrodomésticos e confecções não poderia ser de outra forma. ?Alimentos e serviços como água e luz são essenciais e não podem deixar de ser pagos, pois comprometem a própria sobrevivência das pessoas?, justificou. Segundo ela, no tocante a eletrodomésticos deve-se ponderar que são bens de consumo duráveis e não precisam ser adquiridos em prazos pequenos. ?Outro ponto é que no início do Plano Real houve um grande crescimento no consumo desse tipo de produto, tanto representado por um processo de modernização (troca de aparelhos antigos pela classe média) como de alteração do padrão de consumo, principalmente a classe mais pobre, que passou a comprar TV, geladeira, videocassete, fogão, ferro elétrico, entre outros?, afirmou. Imposição Ela não acredita que pelo fato de os eletrodomésticos serem bens duráveis, as pessoas estão preferindo usá-los até o fim para só então comprar outros. ?Não acredito que seja uma questão de opção, mas de imposição de uma situação econômica instável, com perdas reais de poder aquisitivo da população?, ressaltou. A economista salienta ainda que não é apenas a população de baixa renda que está sentindo na pele os efeitos dessa situação. ?Vários estudos têm provado que a classe média tem sofrido fortes impactos em seu poder de compra, fruto de perdas salariais, mercado de trabalho restrito, sistema tributário distorcido, entre outros fatores?, completou. Lazer Assim como os gastos com eletrodomésticos, eletroeletrônicos, roupas e calçados foram reduzidos conforme apontam os indicados de consumo, outro gasto também deixou de aparecer com freqüência na vida do brasileiro, principalmente nas classes menos favorecidas financeiramente: o gasto com atividades de lazer que, segundo Tereza Kelly, foram substituídas por formas de lazer gratuitas. ?As camadas de menor poder aquisitivo naturalmente optam por formas de lazer que não representem gastos financeiros, tais como assistir à TV, ir à praia, visitar familiares, ir à igreja ou simplesmente ficar em casa, ocupando-se com afazeres domésticos. Até porque seu orçamento não permite que seja de outra forma?, justificou. Tereza Kelly acrescenta que deve-se chamar a atenção para a classe média, pois essa é quem está sendo obrigada a rever sua estrutura de gastos, tendo de reduzir e cortar as despesas possíveis, para que possa, com a mesma renda, arcar com o aumento de preços que vem ocorrendo nos principais segmentos de consumo. ?Nesse item, o lazer é o mais suscetível a reduções e cortes?, concluiu.

Relacionadas