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Subs�dio da cana vai injetar R$ 160 mi na economia de AL

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Lápis na mão, os produtores de cana-de-açúcar de Alagoas passaram os últimos dias fazendo e refazendo cálculos. A publicação do decreto 4.267, no Diário Oficial da União, na quinta-feira, 13, trouxe novo ânimo para o setor canavieiro que deve receber, até o fim deste mês, mais de R$ 160 milhões. Depois de três anos de suspensão, o governo federal decidiu retomar o programa de equalização de custos da cana. O decreto determina que a Agência Nacional do Petróleo faça os cálculos e pague os saldos da taxa de equalização, mais conhecida como subsídio, até a safra de 1998 e que o Ministério da Agricultura calcule e faça os pagamentos compreendidos entre aquele ano e dezembro de 2001. No total, os fornecedores de cana do Nordeste devem receber entre R$ 400 e R$ 500 milhões. O pagamento será feito com base na produção de cada um, seja indústria ou fornecedor. A notícia da liberação animou principalmente os fornecedores, que estão, claramente, em pior situação do que as indústrias. ?Nos último três anos ficamos sem os recursos da equalização, que representam quase 25% de nossa receita. É como se um trabalhador deixasse de receber um quarto do seu salário durante todo esse tempo. Por conta desse atraso, deixamos de investir na lavoura?, reclama Edgar Antunes, presidente da Asplana (Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas). Segundo Antunes, o dinheiro do subsídio será utilizado principalmente para o pagamento de dívidas e investimentos nos canaviais. ?Ao liberar os recursos, o governo estará não só ajudando o setor, mas também injetando dinheiro na economia. Todo esse dinheiro será investido aqui no Estado, ajudando a gerar novos empregos e novos negócios em todos os setores?, explica. ?Foi por isso que lutamos, durante todo esse tempo. Para nós, a equalização é fundamental. Ele representa não só a sobrevivência do fornecedor, mas também do trabalhador rural?, completa Antunes. O presidente do Sindaçúcar (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas), Jorge Toledo, reconhece o avanço do programa com a publicação do decreto, mas está decidido a esperar um pouco mais para comemorar. ?São quase três anos de espera. É claro que agora o governo tomou a iniciativa de mandar uma Lei para o Congresso. Mesmo assim, não custa lembrar que ainda faltam algumas burocracias a serem vencidas. Apesar de otimista, prefiro esperar a liberação dos recursos para comemorar?, enfatiza. Programa O Programa de equalização de custos da cana-de-açúcar foi concebido para evitar desequilíbrios no setor sucroalcooleiro nacional. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. A equalização de preço é um dos mecanismos para tornar mais competitivo o plantio da cana-de-açúcar e a produção de açúcar e álcool nas diversas regiões do País. O parâmetro de preço é São Paulo, Estado com menor custo de produção. O programa beneficia indústrias e fornecedores do Nordeste. Estima-se que mais de 12 mil produtores são beneficiados pelo programa. Em Alagoas são 27 usinas e cerca de cinco mil produtores. O Estado deve receber cerca de 40% dos recursos do programa, que é o percentual correspondente a sua produção de cana na região. A produção de álcool atual é de cerca de 12 bilhões de litros - 15% do total Nordeste. Com relação ao açúcar, o País produz 17 milhões de toneladas, das quais cerca de 3,5 milhões de toneladas na região. Em Estados como Alagoas e Pernambuco a atividade é vital para a economia. Com uma produção de 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, estima-se que o setor responda por 15% do PIB pernambucano, calculado em R$ 20 bilhões. Em Alagoas o setor responde por mais de 30% do PIB.

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