Economia
Mudan�a no PAR eleva valor de im�vel
Carlos Nealdo dos Santos Editor de Economia O sonho da casa própria pode ficar ainda mais difícil para uma parcela da população que via no Programa de Arrendamento Residencial (PAR) o fim definitivo do aluguel. A Medida Provisória 350, aprovada em março pela Câmara dos Deputados, alterou algumas normas do programa e vem gerando discussão entre representantes de sindicatos da construção civil em todo o País. Se por um lado as novas regras permitem a venda direta de imóveis pela Caixa Econômica Federal à população de baixa renda ? sem a necessidade de se cumprir contrato de arrendamento por 15 anos ?, por outro, especialistas temem que elas possam elevar o valor do imóvel de R$ 38 mil (no caso de Alagoas) para até R$ 50 mil. ### CEF em Alagoas desconhece impacto do novo programa A Superintendência da Caixa Econômica Federal em Alagoas desconhece as mudanças no Programa de Arrendamento Familiar (PAR) previstas na Medida Provisória 350/07. Durante toda a semana, a instituição no Estado buscou informações com a sede da CEF em Brasília, mas até o fechamento desta edição, não tinha obtido êxito. Embora desconheça as conseqüências das novas regras, o gerente de Marketing da Caixa Econômica em Alagoas, Pedro Paes, ressalta que ainda é muito cedo para avaliar qualquer mudança em relação ao PAR. ### Volume da poupança para casa própria é de R$ 30 mi O volume de recursos da poupança para financiamento da casa própria em Alagoas para este ano está estimado em R$ 30 milhões, segundo cálculos do gerente regional de Construção Civil da Caixa Econômica Federal, Kléber Jurema da Rocha. Os números ? são semelhantes ao total de recursos que foram empregados no ano passado ?, ainda são modestos, se comparados ao total de recursos destinados ao setor em todo o País. ### Governo tenta retomada de programa Além do Programa de Arrendamento Familiar, a Caixa Econômica Federal deve retomar, nos próximos dias, o projeto firmado no ano passado com o governo do Estado, para a construção de nove mil casas populares, num total de investimentos na ordem de R$ 120 milhões. Na última terça-feira, representantes do governo estiveram reunidos com o superintendente da Caixa Econômica em Alagoas, Paulo Sérgio Barbosa, para viabilizar o projeto. Segundo o próprio superintendente, a ordem de serviço deverá ser assinada entre CEF e governo nos próximos dias. ### Déficit em Alagoas é de 135 mil casas A construção de nove mil casas populares anunciada pelo governo do Estado na última semana não acaba com o problema de moradia do Estado. Segundo cálculos da própria Agência de Habitação de Alagoas, o déficit residencial dos 102 municípios alagoanos é de 135 mil unidades. Para tentar solucionar parte do problema, o diretor-presidente da Agência de Habitação, Marco Antônio de Araújo Fireman, anunciou que o governo pretente angariar recursos junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal para, pelo menos, relocar a população que ocupa a favela Sururu de Capote, no Dique Estrada. ///