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Fundos m�tuos voltam a dar preju�zos

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Investidores que achavam que o pior já havia passado tomaram outro susto com suas aplicações em fundos mútuos na semana passada. A obrigação de ?marcar? os papéis e operações que têm em carteira pelos preços que valem no mercado secundário fez dos fundos um espelho fiel da volatilidade e das desvalorizações de ativos, que voltaram a tomar conta do mercado. As perdas foram pesadas e atingiram todos os tipos de fundos, inclusive cambiais. E os próximos dias não prometem ser muito melhores, ao contrário: até quinta-feira, os fundos DI rendiam em média 0,28%, ante 0,50% do CDI. Se continuar nesse ritmo, fecharão o mês com rendimento menor do que os 0,7% da poupança. Ao longo da semana, os fundos também refletiram a queda do valor de praticamente todos os ativos onde aplicam - principalmente as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs). Até carteiras cambiais sofreram com a queda do dólar na quinta-feira e a continuação da ?abertura? do cupom cambial (juros pagos além do dólar pelos títulos onde esses fundos aplicam). Assustados, os investidores continuam sacando rumo a outras alternativas de investimento. Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), em junho, até o dia 11, saíram, líquidos, R$ 6,6 bilhões; em 30 dias, R$ 8,4 bilhões; e no ano, R$ 12 bilhões. Na semana passada, o deságio das LFTs no mercado secundário voltou a subir - dessa vez, foram as mais curtas, que vencem a partir de 2003, que sofreram mais. Segundo gestores entrevistados, o papel que valia 107% do CDI na sexta-feira retrasada superou 110% no fim da semana passada. Deságio maior significa rendimento menor para os fundos que têm esses papéis. Segundo dados do próprio Banco Central, 30% das LFTs estão nos fundos. No fim de abril, os fundos tinham 46% de toda a dívida pública mobiliária federal - R$ 293 bilhões, num total de R$ 633 bilhões.

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