Economia
Empresas apostam na antropologia
| Roger Marzochi Agência Estado São Paulo, SP ? Sabão em pó, computadores e perfumes. Produtos tão diferentes têm ao menos algo em comum em sua concepção: tiveram ajuda de antropólogos para deixarem o mundo das idéias e chegar às prateleiras de supermercados. Grandes empresas como Intel, Natura, Unilever e Procter & Gamble vêm investindo na contratação de antropólogos ou de serviços que tenham relação direta com antropologia do consumo, deixando de lado a atitude de ver o consumidor a partir da confortável sala refrigerada da diretoria, definindo-o apenas por classes sociais e renda, para conseguir apreender o consumo igualmente como prática cultural. ### Antropólogos no mercado de consumo ?A etnografia pressupõe um deslocamento do olhar, uma busca maior de isenção, deixando os preconceitos de lado para tentar entender a vida pela perspectiva ?do outro?, por mais parecido que possa ser com a gente?, explica Luciana Aguiar, Ph.D em antropologia pela Universidade de Cornell (EUA) e diretora do Data Popular, instituto de pesquisa especializado em consumo popular. ///