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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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A AMEA�A DO ATERRO

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Sidney Tenório Repórter Uma das áreas mais belas e valorizadas de Alagoas. Essa é a melhor definição para a região de Guaxuma, escolhida pela Prefeitura de Maceió para abrigar o futuro aterro sanitário. A decisão é considerada por setores da economia como o fim da expansão turística e imobiliária para o Litoral Norte do Estado e pode levar a perda de mais de R$ 3,5 bilhões em investimentos nacionais e internacionais. A notícia da escolha de Guaxuma caiu como uma bomba para os setores turístico e imobiliário. ### Fantasma do Litoral Sul Os estragos da construção do aterro sanitário no bairro de Guaxuma estão sendo considerados por representantes dos setores imobiliário e turístico e por ambientalistas de proporções semelhantes à construção da indústria química Salgema, nos anos de 1970, no bairro do Pontal da Barra. O temor é de que o Litoral Norte da cidade tenha o mesmo fim do Litoral Sul, abandonado por investidores e transformado numa área quase deserta. ### Depósito de lixo afastará expansão O local escolhido pela Prefeitura de Maceió para abrigar o aterro sanitário fica, em linha reta, a menos de 1,9 quilômetro da Praia de Guaxuma. Para o setor imobiliário, a instalação do depósito de lixo implica o afastamento de qualquer possibilidade da expansão de Maceió para o Litoral Norte. O segmento esperava investir, nos próximos anos, algo em torno de R$ 800 milhões naquela região. ### Perda de R$ 3,5 bilhões com aterro na região A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) em Alagoas é de que pelo menos R$ 3,5 bilhões possam deixar de ser investidos nos próximos anos, caso o aterro sanitário seja instalado em Guaxuma. Segundo o presidente da ABIH, Glênio Cedrim, a previsão é de que nos próximos anos pelo menos 25 mil leitos sejam inaugurados no Litoral Norte. ?Como para cada leito é investido R$ 100 mil em infra-estrutura, a não-instalação de 25 mil significa perda de R$ 3,5 bilhões para o turismo alagoano, além de pelo menos 50 mil empregos?, explicou. ### Donos de terras lutam contra a desapropriação Apesar dos técnicos da Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) ter iniciado os trabalhos de demarcação da área escolhida pela Prefeitura de Maceió para abrigar o aterro sanitário, a decisão final sobre a liberação ainda não foi dada pelo Conselho Municipal de Proteção Ambiental (Compram). Numa decisão apertada de 8 a 7, os conselheiros apenas concederam uma licença prévia, o que ainda pode ser revertido quando a prefeitura apresentar o projeto final para a construção do aterro. ### Comerciantes: medo de investimento ir ao lixo Os empresários que hoje vivem do comércio e do turismo na região de Guaxuma temem que a instalação do depósito de lixo no bairro afaste os turistas da praia e leve ao fechamento de bares, restaurantes e pousadas. O medo é de ver todo o investimento de uma vida ser jogado no lixo. O empresário Régis Madureira, dono do bar Dona Neuzinha, um dos mais antigos da praia de Guaxuma, destaca que a implantação do aterro vai espantar os turistas e os alagoanos que freqüentam o local. ///

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