Economia
Fazer carreira em Macei� n�o � f�cil, aponta pesquisa
Lílian Tourinho Editora interina de Economia Ela estudou em Maceió, foi aprovada no vestibular da Universidade Federal de Alagoas, mas chegou um momento em que teve de decidir sobre sua carreira profissional. Luciana Michelle Dellabianca Araújo, de 36 anos, engenheira civil, não pensou duas vezes em optar por terminar a faculdade e seguir carreira fora de Maceió. ?A Ufal não tinha estrutura para a área que eu queria seguir. Tive que terminar o curso de Engenharia em Campina Grande, na Paraíba. Lá, encontrei uma estrutura bem melhor. Existiam bons laboratórios, cursos de mestrado, doutorado, equipe de professores capacitados na área, enfim, melhores perspectivas para desenvolver uma carreira profissional?, conta Luciana Dellabianca, que hoje tem doutorado em Geotecnia ? parte da engenharia civil que estuda sobre pavimentação, barragens, fundações e aterro sanitários ? e é funcionária do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT) do Ministério da Integração Nacional, em Brasília-DF. ### Capital de AL tem que buscar parcerias Uma das saídas para Maceió, segundo o economista Fábio Leão, está com os organismos internacionais. ?A idéia seria a de buscar parcerias entre os organismos internacionais com os locais, criando alguma forma para que as agências de desenvolvimento prendam esses profissionais em Maceió?, diz ele, citando, como exemplo, a Fundação Bill Gates, que investe em pesquisas tecnológicas. Segundo Fábio Leão, as pessoas também precisam ter uma atitude mais empreendedora para se construir outras oportunidades que ainda não existem por aqui. ?Devemos deixar de pensar em arrumar emprego e partir para outras formas de se captar recursos?, diz ele. ///