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Risco-Brasil fecha acima dos 1.700 pontos

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O risco-país brasileiro, segundo maior do mundo, atrás apenas do da Argentina, fechou ontem a 1.706 pontos, com alta de 7,01% no encerramento, após amenizar uma alta que chegou 1.727 pontos. Já o C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, fechou com queda de 3,59%, a 57,12% do valor de face. Em duas semanas, o risco-país cresceu 600 pontos, ou 44%. A taxa de risco do Brasil já havia disparado na quinta-feira, quando fechou em 1.593 pontos básicos, alta de 15,3% sobre o nível do fechamento de quarta, que já era o maior em dois anos e meio. Com isso, o risco-Brasil passou o da Nigéria e se tornou o segundo pior do mundo. Só a Argentina está em situação pior que a do Brasil. A taxa de risco é medida pelo EMBI+, índice do banco J.P.Morgan apurado com base nos preços dos títulos de dívida dos países emergentes. O risco-país é o principal termômetro para medir a desconfiança dos investidores estrangeiros em relação a um país. Com o risco-Brasil a 1.706 pontos, que os títulos da dívida do Brasil estão pagando 17,06 pontos percentuais acima dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries. Sem justificativa A disparada do risco-Brasil não tem justificativa nos fundamentos da economia brasileira, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda Pedro Malan. ?Nada fundamental aconteceu na indústria, no comércio ao longo das últimas semanas para justificar uma escalada do risco dessa magnitude?, afirmou Malan, em uma palestra em São Paulo. ?Estamos, sim, vivendo um momento de ansiedade (eleitoral), mas isso é um comportamento de rebanho. As pessoas acham que é melhor seguir o rebanho do que errar sozinhas?, completou o ministro. Os ativos brasileiros vêm sofrendo fortes perdas há algumas semanas, à medida que os investidores temem uma vitória do candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto, em detrimento do candidato favorito do mercado, o tucano José Serra. Segundo Malan, o nervosismo nos mercados também reflete um cenário internacional adverso, exacerbado pelas preocupações com a capacidade de pagamento de empresas norte-americanas, a contínua crise na Argentina e as turbulências no Uruguai. Ele lembrou ainda que os investidores ficaram mais avessos ao risco depois dos ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos e isso tem impacto sobre os preços dos mercados emergentes.

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