Economia
Ind�stria dos shoppings cresce em todo o Nordeste
Carla Serqueira Repórter Um setor da economia vive um verdadeiro boom no Nordeste brasileiro. É o ramo de shopping centers. Em Maceió, o Iguatemi, na Mangabeiras, está sendo ampliado ao mesmo tempo em que outro shopping do mesmo grupo é arquitetato no Conjunto Benedito Bentes, Tabuleiro. Na Bahia, os investidores também fazem a festa. Recentemente foi inaugurado o Shopping Salvador. Mais dois empreendimentos de mesmo porte estão sendo erguidos na ?capital do axé?. Em Natal (RN), João Pessoa (PB) e Recife (PE), os shopping centers seguem no mesmo embalo. ### Novo shopping atenderá classes sociais C, D e E O novo shopping center de Maceió ? que deve ultrapassar a cifra dos R$ 100 milhões em seu orçamento e que será construído no Benedito Bentes até dezembro de 2008, no Tabuleiro do Martins, bem próximo ao entroncamento do conjunto com a Via Expressa ? está sendo projetado para atender os públicos das faixas econômicas C, D e E. Servir a esta parcela da população é a tendência de quem investe em shoppings, não só aqui, mas no mundo inteiro, segundo o superintendente do Iguatemi em Maceió, Robson Rodas, que na última quinta-feira estava em São Paulo, apresentando o projeto para empresários do setor. Estão previstas 140 lojas, 8 salas de cinema, 18 lanchonetes e 2 restaurantes e 1.600 vagas para carros no estacionamento. ### Fragmentação: o caminho dos investidores O superintendente do Shopping Iguatemi, Robson Rodas, anuncia que a ampliação da unidade na Mangabeiras já está toda negociada. ?Todas as lojas já foram vendidas?, disse ele. As obras estão orçadas em R$ 25 milhões e vão trazer 12 salas de cinema para os alagoanos, além de novas lojas, que devem gerar cerca de 500 novos empregos diretos. O empresário diz que o caminho seguido pelos investidores é a fragmentação, para atender tanto aos ricos como aos pobres, no mesmo espaço de compras. ### Capital investido acirra concorrência entre shoppings Para os lojistas alagoanos, a hora é de investir em tecnologia e gestão para acompanhar o boom de shoppings centers no Nordeste e fazer bom proveito dele. É o que afirma o empresário Luiz Antônio Jardim, diretor de Planejamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Maceió, que representa cerca de 800 empresas com sede na capital alagoana. ?A chegada, em Maceió, de investidores nacionais e internacionais, impulsionada pelo crescimento do setor de shoppings, realmente aumenta a concorrência e obriga as empresas locais a investir em tecnologia de gestão e em atendimento para atrair e agradar um consumidor, a cada dia mais exigente?, explica ele, dizendo que os crescentes investimentos em shoppings refletem a carência de políticas públicas em segurança e urbanização. ### Saturação nos grandes centros O aumento de capital disponível para investir na construção de shoppings no Nordeste é conseqüência da saturação do segmento nos grandes centros urbanos, não só no Sudeste do Brasil, mas também na América do Norte. Segundo a diretora de Marketing da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Luciana Lana, nos últimos dois anos as parcerias entre investidores estrangeiros e grupos nacionais foram bastante intensificadas. ///