Economia
Empresas nacionais disputam mercado do petr�leo no Pa�s
Empresas privadas brasileiras começam a investir na exploração e produção do petróleo no País, cinco anos após a quebra do monopólio da Petrobras. Na Quarta Rodada de Licitações, realizada esta semana pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), três empresas nacionais disputaram com multinacionais do setor e arremataram 5 dos 21 blocos ofertados, investindo R$ 3, 86 milhões na compra de licenças de exploração. Uma delas, a Queiroz Galvão, já é ?veterana?, tendo participado de leilões realizados em anos anteriores pela ANP. Mais duas outras, a Starfish Oil & Gas e a Petrorecôncavo, foram criadas especificamente para este fim e estrearam na atual rodada. ?Com o comprometimento das grandes empresas participantes nas rodadas anteriores em outros investimentos, acabou sobrando oportunidades para todos, principalmente empresas de pequeno e médio portes?, disse o diretor-geral da ANP, Sebastião do Rego Barros. Com capital 100% nacional, a Queiroz Galvão se mostrou confiante no negócio, arrematando três blocos dos 54 ofertados. Já a Starfish, fundada pelos ex-funcionários da Petrobras, como o ex-diretor de produção e exploração Wagner Freire, também aposta no incremento de investimentos para os próximos anos. Sem revelar valores, Freire diz que a perspectiva é aumentar as parcerias, não somente com a Petrobras, com a qual investiu cerca de US$ 10 milhões nos últimos dez anos, mas principalmente no exterior. O alvo serão empresas situadas na Argentina, Colômbia e Bolívia. A terceira novidade da rodada, a estreante Petrorecôncavo, formada há dois anos, com 50% de capital da norte-americana Petro-Santander e ou-tros 50% da brasileira Perbras, disputou dois blocos e acabou levando o último ofertado, uma pequena área terrestre no Recôncavo Baiano, onde já produz 3.500 barris de petróleo por dia. ?Agora a disputa tende a ficar cada vez mais acirrada porque as empresas estão se formando já sabendo que há um forte potencial a ser explorado?, disse José Augusto Fernandes, da Queiroz Galvão, subsidiária da holding que atua na área de construção civil há meio século. A empresa deve investir R$ 27 milhões na área de exploração em 2002, ainda sem considerar os novos blocos arrematados.