Economia
Seguro tem alta de at� 300% para empresas
Rio - As empresas estão tendo de desembolsar duas a três vezes mais para a compra de seguros para proteger os mesmos bens industriais, em relação aos níveis vigentes no ano passado. A queda nos preços não deverá ocorrer a curto prazo, segundo o gerente de riscos de propriedade do IRB Brasil Resseguros, Sebastião Furtado Pena. ?Nós acreditávamos que a partir de março o mercado se acalmaria, mas a tendência de alta continua muito forte?, disse o técnico do IRB, empresa que monitora todas as grandes operações de seguros feitas no País. Além de estar com custos mais elevados, as empresas estão sendo obrigadas a assumir franquias maiores, ou seja, maior participação nas perdas em caso de sinistros. Segundo o IRB, as empresas do setor de energia elétrica estão pagando de 200% a 250% a mais do que no ano passado na compra de seguros; as petroquímicas registraram alta de 300%; o setor de papel e celulose teve alta de 150%; as siderúrgicas, alta de 100% a 150% e até segmentos tradicionais estão pagando mais caro. As montadoras de automóveis, por exemplo, estão pagando 60% a mais, o setor de alimentos mais 90%, e o têxtil, 70%. O executivo do IRB atribui esse movimento não só aos efeitos dos atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, como também à ?reação técnica? do mercado segurador. ?Os preços no mercado de seguro caíram continuamente de 1993 até 2000, começaram a subir no ano passado e o atentado de 11 de setembro só acelerou esse processo?, concluiu.