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Grandes construtoras invadem Nordeste

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Felipe Farias Repórter A indústria da construção civil está deixando a região Sudeste em direção ao Norte e Nordeste e Alagoas não apenas está na rota dessa migração como se constitui em um dos alvos da mudança de endereço de grandes incorporadoras. A princípio estão vindo as paulistas. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que no período de 1996 a 2005, a participação do Sudeste no setor caiu dez pontos percentuais, de 65,7% para 55,2%, enquanto que a região Norte duplicou sua participação tanto em valor de construções executadas, quanto em mão-de-obra empregada. ### Turismo é um dos fatores para trazer construtoras Um dos episódios que servem de marco da reviravolta por que passa o mercado imobiliário de Alagoas é a aquisição do controle de uma de suas mais tradicionais construtoras, vinculada a um grupo do setor açucareiro. Mas, de acordo com os próprios operadores, dois dos principais fatores da mudança estão ligados a outro segmento: o de turismo. Primeiramente, porque boa parte dos projetos imobiliários que deverão ser tocados pelas empresas que chegam, como já estão sendo pelas construtoras locais, é destinada aos estrangeiros e moradores de outros Estados que descobrem na cidade o lugar ideal para consolidar a segunda moradia, verdadeiro filão para os dois setores econômicos: turístico e imobiliário. ### Expansão vai atingir interior do Estado Os estudos sobre possibilidades de investimentos da Gafisa para Alagoas incluem cidades do interior com potencial para receber empreendimentos, que não deverão se restringir à capital e nem à faixa litorânea, diz o diretor de novos mercados da incorporadora, Antônio Ferreira. Relatório da incorporadora mostra que a aquisição vai resultar em mais de R$ 1 bilhão em terrenos. Segundo ele, a extensão territorial reduzida de Alagoas, segundo menor Estado brasileiro (maior apenas que Sergipe), não é limitação ? o padrão de renda da população é mais determinante. ### Empresa quer investir R$ 600 mi em Alagoas Para a construção civil, as belezas naturais são levadas em conta nas avaliações estratégicas como fator quase tão objetivo quanto os índices de demanda reprimida ou a proximidade geográfica. Mas, no caso da incorporadora sergipana Norcon, a 2ª maior do Norte-Nordeste, que chegou a Alagoas em 2005 e tem previsão de investimentos no mercado local de cerca de R$ 60 milhões em terrenos (projeção de R$ 600 milhões em imóveis edificados), elas vêm acompanhadas de um componente sentimental. ### Mercado deve ganhar com concorrência Reconhecer que a procura por novos mercados é uma tendência natural do setor e que a chegada de incorporadoras de fora é algo que aconteceria, mais cedo ou mais tarde. Esta é a posição das entidades que representam o setor da construção civil em Alagoas. No entanto, está menos para resignação, diante de algo que não poderia ser mudado, e mais para expectativa, sobre como o mercado aqui vai se comportar. ?Queremos que as empresas que chegam aqui cumpram as regras, atendam à legislação local e agreguem valor, trazendo tecnologias e boas práticas?, diz o vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Luiz Henrique Fernandes Coelho. ### Nordeste tem menor preço do País | Carlos Nealdo Com agências São Paulo ? Os consumidores do Nordeste são os que menos desembolsam na hora de construir um imóvel. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada na última quinta-feira revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 562,48. Enquanto isso, o Sudeste tem o metro quadrado mais caro do País ? R$ 632,48 ?, enquanto em nível nacional o gasto gira em torno de R$ 598,27. Em seguida, estão as regiões Sul, com metro quadrado a R$ 591,84; Norte, com R$ 586,59; e Centro-Oeste, com R$ 574,02. ///

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